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SÃO PAULO – Considerando a boa estratégia da empresa na diversificação de suas atividades, ganho de eficiência no controle da cadeia produtiva e a posição de liderança no setor sucroalcooleiro, o BB Investimentos iniciou a cobertura da Cosan (CSAN3) recomendando compra de seus papéis.
Além dos pontos destacados acima, Letícia Soares Campos também evidenciou a previsão de expansão do consumo global de etanol nos próximos anos, tendo em vista o crescimento da frota doméstica de veículos de combustível flex e o incentivo à utilização de fontes de energia renováveis.
Com todo este potencial, o preço-alvo calculado pela analista para dezembro de 2011 ficou em R$ 34,17, o que representa um upside de 24,8% frente ao fechamento anterior.
Diversificação
Segundo a analista, a estratégia da Cosan é coerente e bem sucedida, pois protege os ativos da companhia e reduz a fragilidade em relação a eventos de natureza externa ligados às commodities.
Atualmente, além de produzir açúcar e álcool, a empresa também atua no segmento de comercialização e distribuição de derivados de petróleo, business que surgiu a partir da incorporação da Esso, em 2008.
Essa diversificação ajudou na geração de caixa mais constante, menos dependente da volatilidade dos preços internacionais das commodities agrícolas e de recursos financeiros para investimento em plantas industriais, avalia a analista.
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Liderança no setor
Outro ponto positivo para a Cosan é sua posição de liderança no segmento de produção de açúcar e etanol. Os ganhos decorrentes da melhoria de eficiência operacional e sinergias são positivos para a empresa e também possibilitam vantagens competitivas, que se traduzem em maior poder de barganha para formação dos preços no mercado interno e ganhos de escala, relativos ao transporte e logística.
Outro ponto que, somado à posição de liderança, configura-se como positivo para a empresa é a localização estratégia de suas usinas na região centro-sul do Brasil, o que revela um acesso fácil e rápido aos principais centros consumidores do País.
“Por ser líder no setor, a empresa tende a se beneficiar quando do início da era de consolidações, que parece ser iminente, a fim de permitir maior concorrência com os competidores internacionais. Após a aquisição da Esso, a realização da joint venture com a Shell vem corroborar tais objetivos corporativos da Cosan”, afirma a analista.
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Riscos
Porém, apesar de uma série de fatores positivos à empresa, existem alguns riscos, como a volatilidade dos preços do açúcar no mercado mundial, a permanência de barreiras protecionistas à entrada do etanol brasileiro no mercado internacional e a correlação estreita do resultado da empresa com fatores externos de difícil controle, como o clima.