Divergências na Europa pressionam e índices dos EUA caem mais de 1,5%

Itália e Espanha estendem prazo de proibição para as vendas a descoberto, aumentando as turbulências no mercado

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SÃO PAULO – As novas propostas para a resolução da crise na Zona do Euro inspiraram cautela aos investidores no final do pregão, ao mesmo tempo em que Itália, França e Espanha estenderam o prazo de proibição para as vendas a descoberto. Desta forma, as perdas dos principais índices acionários norte-americanos cresceram ao final do pregão desta quarta-feira (28), com quedas superiores a 1,5%.

Diante disso, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,17% a 2.492 pontos. O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 2,07% atingindo 1.151 pontos, enquanto o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,61% chegando a 11.011 pontos. 

De olho na Zona do Euro
Os investidores acompanharam a aprovação do parlamento Finlandês para a expansão do EFSF (Fundo Europeu de Estabilização Financeira) nos termos do acordo de 21 de julho. 

Ainda na Zona do Euro, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a Grécia não sairá da Zona do Euro e que a Troika – grupo de negociação com o governo grego formado pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), BCE (Banco Central Europeu) e União Europeia – realizará uma reunião na próxima quinta-feira (29), em Atenas, para negociar o plano fiscal do país. Outro encontro acontecerá ainda em outubro, para discutir a situação grega e considerar o desembolso da próxima rodada de auxílio financeiro.

Além disso, no fim da tarde, as autoridades reguladoras da Itália e da Espanha decidiram estender o prazo de proibição para as vendas a descoberto, contribuindo para as turbulências no mercado.

Na Espanha, a medida permanecerá até que aconteçam mudanças das condições de mercado, informou a ESMA (Autoridade Europeia do Mercado de Valores Mobiliários). Na Itália e na França, a proibição foi estendida até 11 de novembro. O mercado regulador da Grécia também disse que poderia reavaliar sua proibição às vendas a descoberto de ações “antes do fim de setembro”, já que o banimento só se estende até 7 de outubro.

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Setor financeiro no vermelho
No setor financeiro, o Goldman Sachs (-3,24%) cortou o preço-alvo de grandes bancos como o Bank of America Merril Lynch (-4,94%), Citigroup (-3,96%), JP Morgan (-3,48%) e KeyCorp (-3,82%). Por outro lado, o banco elevou o preço-alvo para o PNC Financial (-2,64%), US Bancorp  (-2,48%) e Wells Fargo  (-2,04%) .

Techs fecham mistas
Ainda entre os destaques corporativos, a Jefferies elevou o preço-alvo no quarto trimestre para a Apple (-0,59%), de US$ 7,06 para US$ 7,11, afirmando que o corte de 25% da produção do iPad 2 será compensada pela força do mais recente iPhone, previsto para ser lançado na próxima terça-feira (4). 

Enquanto isso, a Amazon  (+2,36%)  lançou um tablet chamado “Fire” por US$ 199, com a esperança de competir com o iPhone. Já os ativos da Cisco  (-1,43%) recuaram. Nesta terça, a Securities FBN iniciou a cobertura da companhia com uma classificação outperform (acima da média do mercado). 

Desempenho dos principais índices acionários norte-americanos:

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% Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
 Dow Jones -1,61 11.011 -4,58 -4,89 
 S&P 500 -2,07 1.151 -4,88 -8,47 
 Nasdaq -2,17 2.492 -2,75 -6,08