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SÃO PAULO – A maior fabricante integrada de papel e celulose do país, a Klabin, distribuiu dividendos aos seus acionistas pela última vez no dia 4 de janeiro de 2002, após atravessar um conturbado ano de 2001, sem entrega de dividendos aos mesmos.
Por outro lado, de 1996 a 2000 a empresa procurou distribuir proventos aos acionistas em duas oportunidades ao ano, geralmente em abril e outubro. Segundo informações da própria empresa, a Klabin deve retomar a política de distribuição de dividendos assim que sanar o problema com seu endividamento.
Última distribuição de dividendos foi em 2002
Em se tratando da política de dividendos, o ano de 2002 não foi benéfico aos acionistas, uma vez que houve apenas a distribuição da bonificação somente no dia 4 de janeiro de 2002, referente ao exercício de 2001, sendo que o montante estipulado fora de R$ 0,03371 por lote de mil ações.
Excetuando-se o ano de 2001, quando a empresa não distribuiu proventos, em média o pagamento do prêmio deu-se em abril e outubro, sendo que a média dos dividendos girava em torno de R$ 0,027 por lote de mil ações.
Distribuição de dividendos depende de redução das dívidas
Para que a Klabin volte a distribuir dividendos, a empresa afirma que inicialmente deve reduzir seu elevado endividamento, cujo perfil de excessivos vencimentos no curto prazo preocupa os investidores. Neste sentido, 55% dos R$ 2,94 bilhões vencem em um prazo de um ano, segundo os dados fornecidos pelo press release referente ao quarto trimestre de 2002.
Neste sentido, a Klabin sustenta a estratégia de redução da dívida em três frentes, focados na geração de caixa, controle de investimentos e venda de ativos. Quanto ao primeiro quesito, o Ebitda da Klabin mostrou forte crescimento, como resposta aos melhores preços de seus produtos, além de maiores exportações.
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Enquanto isso, as especulações giram em torno da venda de ativos, especialmente para a unidade de celulose Riocell. Embora a alienação deste ativo possa trazer um fôlego de curto prazo às finanças da empresa, sua viabilidade em um horizonte maior é questionável, levando em conta sua forte capacidade de geração de caixa.
Ações da Klabin fecharam em alta
As ações preferenciais da empresa (KLBN4) fecharam o pregão da segunda-feira cotadas a R$ 1,56, alta de 1,56%. Desde o início do ano, os papéis apresentam forte alta acumulada de 51,46%, frente à valorização de 6,92% do índice InfoMoney do setor papel e celulose (SETPAP) e da queda de 3,54% do Ibovespa no mesmo período.