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SÃO PAULO – Além da deterioração do mercado brasileiro, em função do pessimismo gerado pela crise política e pelo corte conservador dos juros pelo Copom, o mercado de câmbio voltou a ser afetado nesta sexta-feira pela situação na Argentina.
Com a forte alta da moeda norte-americana na Argentina, o dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3610 na compra e R$ 2,3620
na venda, forte alta de 0,81% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4590, representando um ágio de 4,15%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o dólar acumula desvalorização de 0,04% em março, frente
à baixa de 2,11% registrada no mês passado.
Moeda norte-americana dispara em Buenos Aires
Apesar de nova intervenção por parte do Banco Central Argentino (BCRA), o dólar chegou a ser negociado a P$ 2,95 em algumas casas de câmbio de Buenos Aires.
Informações dão conta que o BCRA interveio com US$ 10 milhões, insuficientes para conter a escalada da moeda norte-americana, que levou algumas casas de câmbio a fechar as portas, em função do excesso de pessoas tentando trocar pesos.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.369,
forte alta de 0,77% em relação ao fechamento
de R$ 2.351
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em alta de 0,75%,
atingindo R$ 2.401 frente
a R$ 2.383 do fechamento de
ontem.
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