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SÃO PAULO – Depois de um início de pregão volátil, o Ibovespa firmou tendência positiva durante a tarde desta segunda-feira (9). Após chegar a cair 0,92%, o índice vira para terreno positivo alta e tem ganhos de 1,07% por volta das 14h00 (horário de Brasília), aos 54.326 pontos.
A alta da Vale (VALE3, R$ 37,06, +3,29%; VALE5, R$ 33,12, +2,86%) é o principal “estimulante” do índice, já que é a principal empresa do benchmark, refletindo dados chineses. A Petrobras (PETR3; PETR4) também acumula altas: as ações ordinárias sobem 1,54%, para R$ 17,13, enquanto as preferenciais sobem 1,46%, para R$ 18,04.
Esse movimento anula a queda da OGX (OGXP3, R$ 0,47, -9,62%), que, por ter 6,8% de participação no índice, representa aproximadamente 0,7% de queda no Ibovespa. A empresa mostra forte oscilação, após Eike Batista, controlador da petrolífera, anunciar que pode pedir arbitragem após a companhia ter exercido a “put” na última sexta-feira (6).
Indicadores econômicos
Por aqui, o relatório Focus elevou a previsão para a Selic e acredita que a taxa chegue a 9,75% ao ano, tanto em 2013 quanto em 2014. O relatório apontou ainda maior expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para o final deste ano, em 2,35% ante 2,32% na projeção anterior – para 2014, a expectativa caiu de 2,30% para 2,28% de crescimento.
Já na China, as exportações subiram 7,2% em agosto, mostrando um sinal de recuperação na segunda maior economia do mundo. Além disso, a inflação no país ficou em linha com o esperado, com alta de 2,6% no mês.
Também animam os investidores dados japoneses, que mostraram avanço de 3,8% na revisão do PIB (Produto Interno Bruto) do segundo trimestre – a preliminar apontava crescimento de 2,6% na base anual. Com isso, a bolsa de Tóquio mostrou maiores sinais de otimismo – cidade esta que foi escolhida como sede das Olimpíadas de 2020.
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Síria ainda pressiona
Por outro lado, a possível intervenção militar na Síria pressiona os índices europeus, que registram sinais mistos nesta sessão, apesar do aumento na confiança da zona do euro, que atingiu seu maior nível em mais de dois anos em setembro. Na Itália, começa nesta segunda-feira o julgamento para decidir se o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi será expulso da política, após um governo recheado de escândalos. Os temores giram em torno da possível cisão na coalizão que governa o país, após Berlusconi ameaçar derrubar o atual premiê, Enrico Letta, caso seja punido com a expulsão.
Sobre a Síria, acredita-se que os EUA decidam se e quando ocorrerá o ataque ainda nesta semana, enquanto o presidente Barack Obama busca apoio no Congresso e na ONU (Organização das Nações Unidas). O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, reiterou a importância de uma ação militar na Síria, mas ressaltou que a operação deve ser limitada e de curto prazo.