Discussões sobre teto da dívida dos EUA pesam e bolsas mundiais caem

Possibilidade de não chegar a um acordo e ter rating rebaixado ameaçam os EUA; Congresso vota hoje medida paliativa enquanto mantém debate

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SÃO PAULO – Os mercados mundiais operam em sua maioria no negativo nesta quarta-feira (25), com foco mais uma vez nos EUA. Desta vez, o motivo da falta de apetite por risco dos investidores é, além da incerteza quanto ao início da retirada do Quantitative Easing 3 – programa bilionário de compra de títulos por parte do governo -, o teto da dívida. Com as apreensões crescendo e a indecisão tomando conta das autoridades norte-americanas, os principais índices acionários europeus e asiáticos registram queda. Uma votação sobre uma resolução paliativa para manter o governo enquanto o tema é discutido está programada para a noite desta quarta-feira, no Congresso.

O teto da dívida dos EUA está em US$ 16,7 trilhões, e a dívida cresce a cada mês, correndo o risco de ficar sem dinheiro em meados de outubro, segundo o Tesouro. O país ainda corre o risco de ter serviços considerados não-essenciais do governo fechados, para conter gastos, caso um aumento no teto da dívida não seja feito até o final de setembro. Questões do tipo ganham discussão nos EUA uma vez que os congressistas não chegam à um acordo, o que pressiona a confiança nas finanças do país, e derruba a bolsa de valores, cujos principais índices registraram seu quarto pregão no vermelho na véspera.

Enquanto as discussões nos EUA seguem, sem previsão de acordo no Congresso, a agência de classificação de risco Moody’s alertou que caso o problema não seja resolvido, pode rebaixar o rating do país, o que causaria mais um momento de pânico nos mercados.

Europa e Ásia caem com preocupação sobre EUA
Os índices acionários europeus também sofrem com a questão norte-americana, apesar de a confiança do consumidor alemão subir para 7,1 em outubro, atingindo seu maior nível em seis anos, após registrar 7,0 em agosto. Ainda por lá, o partido conservador de Angela Merkel, re-eleito no último domingo (22), confirmou que buscará uma grande coalizão com seu rival, o Social Democratic Party.

Na Ásia, os principais índices acionários registraram queda, com exceção do Hang Seng, que fechou em alta de 0,13%. O debate nos EUA pesa sobre o apetite por risco dos investidores, o que é confirmado pelo baixo volume negociado nas bolsas de valores do continente. Já o índice Shanghai caiu 0,39%, apesar da notícia de que uma zona franca será aberta na China no próximo domingo (29), e as ações de empresas que devem se beneficiar da abertura registraram fortes ganhos.