Discursos de líderes do Fed e PMIs na China e Europa agitam a semana

No Brasil, após a divulgação do PIB e aumento da taxa Selic, próxima semana contará com a divulgação do IPCA, medida oficial de inflação

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SÃO PAULO – Mesmo com feriados nos EUA, Reino Unido e no Brasil, a semana foi bastante agitada, com movimento no mercado devido, principalmente, ao PIB (Produto Interno Bruto) e à alta na Selic aqui no Brasil. Para os próximos dias, as atenções devem ficar com o cenário norte-americano, onde a cada dia cresce a dúvida sobre o fim dos estímulos à economia.

Entre os dias 3 e 7 de maio ocorrem pelo menos 4 discursos de líderes do Federal Reserve em diferentes estados. As falas devem chamar atenção por darem mais indicações sobre o futuro do Quantitative Easing, plano de estímulos à economia norte-americana.

Na segunda-feira (3) quem irá discursar será John Williamas, líder do Fed de São Francisco, enquanto no dia seguinte será a vez de Esther George (Fed de Kansas) e Richard Fisher (Fed de Dallas). Na quinta-feira (6), Charles Plosser, do Fed da Filadélfia, é quem dará seus pareceres sobre o momento atual da economia do país.

Além dos discursos, na quarta-feira (5) ocorre a divulgação do Livro Bege, que reúne as opiniões de 12 chefes de Fed sobre a economia norte-americana. Entre os indicadores, a semana nos EUA irá contar com números do setor de empregos, como o Relatório de Emprego e a Taxa de Desemprego do mês de maio.

PMIs na China e na Europa
O mercado deve começar a semana digerindo os dados na China, onde serão divulgados na noite de domingo a Sondagem de Serviços PMI (Purchasing’s Manager Index) e a Sondagem Indutrial PMI. Para o economista da SulAmérica, Newton Rosa, esses indicadores devem mostrar novamente um menor crescimento da economia do país.

Já no final da semana, serão apresentados os dados de preços ao consumidor e ao produtor, dando sinal para a inflação chinesa, dado que ainda não preocupa o mercado. E ainda sem data definida também será divulgado na semana os números da balança comercial mensal do país.

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O economista também destaca a agenda econômica na Europa, onde diversas Sondagens de diferentes setores a países devem chamar a atenção dos investidores. Na segunda-feira serão apresentados os dados industriais na Itália, França, Alemanha, Reino Unido e na zona do euro como um todo. Dois dias depois será a vez das Sondagens de Serviço desses mesmos países.

Inflação no Brasil
Na agenda doméstica, após uma semana bastante agitada, os próximos dias terão mais indicadores semanais, mas os efeitos da alta de 0,5 ponto percentual na Selic ainda serão sentidos, já que quinta-feira será divulgada a Ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Além disso, Rosa destaca que os dados da indústria podem afetar o mercado, principalmente após a divulgação de um PIB pior que o esperado na última semana.

Entre os dados de crescimento econômico e taxa de juros, a próxima semana contará com o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a medida oficial de inflação do País. Atualmente os três dados são os que mais chamam a atenção do mercado, sendo que as variações de cada um interfere diretamente nos planos do governo para a economia brasileira.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.