Discurso de Yellen reforça dia positivo e Ibovespa sobe cerca de 1%

Índice tem dia positivo de olho após presidente do Fed destacar continuidade de estímulos por mais algum tempo e também pela expectativa por novos estímulos na economia chinesa

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SÃO PAULO – Após uma semana bastante positiva e a segunda de alta superior a 5%, o Ibovespa inicia a sessão desta segunda-feira (31) também em alta. Às 11h28 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa registrava alta de 1,03%, a 50.281 pontos. No radar do mercado, o destaque segue para a expectativa de adoção de novos estímulos pela China e a continuidade da temporada de balanços. 

Nos EUA, o dia também é positivo e a fala da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, ajudou ainda mais a impulsionar as bolsas pelo mundo. Durante conferência em Chicago, Yellen destacou que a recuperação na maior economia do mundo ainda parece uma recessão para muitos norte-americanos, e é por isso que a autoridade monetária seguirá com o seu programa de estímulos por algum tempo. Assim, nem mesmo a queda do Chicago PMI de março para um valor abaixo do esperado diminui os ganhos das bolsas norte-americanas que seguem com ganhos. 

No noticiário nacional, destaque para o Focus. Os economistas de instituições financeiras elevaram pela quarta semana a perspectiva para a inflação este ano, a 6,30% ante 6,28%, mantendo a perspectiva para a Selic em 11,25% em 2014, mostrou a pesquisa Focus do Banco Central nesta segunda-feira.

Os economistas também cravaram as apostas de nova alta de 0,25% na Selic, atualmente em 10,75 por cento, na reunião desta semana do Copom (Comitê de Política Monetária). Sobre a expansão da economia neste ano, a estimativa foi ligeiramente ajustada a 1,69%, ante 1,70%.

Já na reta final da temporada de balanços, a Sabesp (SBSP3) registrou uma queda de 22,8% em seu lucro líquido no quarto trimestre sobre igual período de 2012. A empresa teve lucro líquido de R$ 590,7 milhões nos últimos três meses de 2013, ante R$ 765,4 milhões de reais em igual etapa do ano anterior. As ações da companhia registram leves ganhos de 2,92%, a R$ 21,18. 

Enquanto isso, a Vale (VALE3;VALE5) admitiu perder US$ 507 milhões por mina de ferro na Guiné. Após pelo menos dois anos de discussões e depois de ter excluído, em 2013, o projeto do seu portfólio de investimentos, a mineradora passou a admitir, oficialmente, a possibilidade de amargar a perda de US$ 507 milhões aplicados na compra dos direitos minerários da jazida de minério de ferro Simandou, na Guiné, na costa ocidental da África. A hipótese foi confirmada pela própria empresa em documento protocolado na SEC (Securities and Exchange Comission, a CVM dos Estados Unidos), na quinta-feira. Contudo, seus papéis registram ganhas superiores a 2% nesta data, com a proposta de pagamento de dividendos no valor de US$ 2,1 bilhões. 

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Entre os maiores destaques de ganhos, estão as ações da Eletrobras (ELET6) seguem um dia de ganhos, em continuidade ao movimento da última sessão após o anúncio da proposta de pagamento de dividendos; porém, além delas, outras elétricas têm um dia de fortes altas na Bolsa. Enquanto isso, os ativos da Petrobras (PETR3;PETR4) ficam voláteis em um dia de noticiário agitado para a companhia. 

Europa e Ásia 
Os principais índices acionários do mundo iniciam a segunda-feira sem uma direção única, com os investidores cautelosos e à espera de que o governo da China adote novas políticas de estímulo à economia do país. O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, tentou acalmar os investidores afirmando que Pequim está pronta para combater uma economia em desaceleração, dizendo que o governo tem as políticas necessárias e que vai avançar com investimentos em infraestrutura.

O benchmark japonês, o Nikkei, encerrou o pregão desta segunda-feira com alta de 0,9%, atingindo seu maior nível em quase três semanas, apesar de dados econômicos abaixo da estimativa do mercado. A produção industrial do país caiu 2,3% em fevereiro, ficando longe da expectativa de um aumento em 0,3%. Já no primeiro trimestre de 2014, o índice japonês teve o pior desempenho entre os benchmarks asiáticos, acumulando no período queda de 9% – pior desempenho trimestral em dois anos.

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Na China, o benchmark do país encerrou o primeiro pregão da semana com queda de 0,4%, com investidores à espera da divulgação do índice de gerente de compras (PMI), que será divulgado na próxima terça-feira (1), enquanto o Hang Seng fechou a segunda-feira com leve alta de 0,39%.

Já na Europa, investidores reagem aos dados de inflação divulgados nesta segunda-feira. O índice de preços ao consumidor na Zona do Euro atingiu 0,5%, ficando abaixo da estimativa do mercado de 0,6%. Com o resultado, investidores especulam que o BCE (Banco Central Europeu) poderá adotar novas medidas de estímulos. 

Em relação aos dados econômicos, os índices divulgados na Alemanha ficaram bem acima das estimativas do mercado. As vendas no varejo atingiu 1,3% em março, contra previsões de 0,5%. Na comparação anual o valor chegou a 2%, bem acima das projeções de 0,8%.

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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.