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Discurso de Bernanke e estímulos na China impulsionam bolsas nesta manhã

Presidente do Federal Reserve "acalmou" mercados após o fechamento do pregão anterior; Japão e Grécia também estão no radar

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SÃO PAULO – Se durante a tarde anterior a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Committee) dividiu opiniões e trouxe certa volatilidade aos mercados, o discurso de Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve, serviu para animar novamente os investidores. Somando isso às boas notícias asiáticas – com melhora nas projeções econômicas do Japão e possíveis estímulos na China -, os mercados iniciam esta quinta-feira (11) com significativos ganhos.

Na Europa, os índices acionários FTSE 100 (Londres), DAX 30 (Frankfurt) e CAC 40 (Paris) registram ganhos entre 0,6% e 1,1%. Nos EUA, os contratos futuros dos índices apresentam altas entre 0,8% e 1,0%. Já na Ásia, o pregão também foi de valorização, com destaque para o índice de ações de Shangai, que subiu 3,23%, para 2.073 pontos.

Conforme a ata do Fomc divulgada ontem às 15h (horário de Brasília), quase metade das autoridades do Federal Reserve defendeu que o programa de compra de títulos deve ser interrompido no fim do ano, sugerindo que Bernanke traçasse um “plano de saída” para o Quantitative Easing 3 durante a coletiva de imprensa pós-reunião. No entanto, o restante dos membros do Fomc afirmaram que uma melhora no mercado de trabalho dos EUA precisa ser prioridade para que comece a ser retirado o QE3, revela a ata.

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Depois da volatilidade, vem a calmaria
Os mercados oscilaram após a divulgação da ata, com os investidores tentando medir a probabilidade de recuo de curto prazo em compras de títulos do Fed. Mas, nas negociações no “after market”, as ações norte-americanas ganharam forças após Bernanke reiterar em discurso – que teve início após o fechamento do pregão – a necessidade se manter a política monetária expansionista no horizonte relevante, lançando dúvidas sobre a força do mercado de trabalho dos EUA.

“A mensagem geral é a acomodação”, disse ele durante discurso. “A política altamente expansionista é necessária para o futuro relevante”, acrescentou. Sem prazo certo para terminar, o QE3 – que consiste na compra mensal de até US$ 85 bilhões em títulos públicos pelo Fed – só deve ser retirado à medida que a taxa de desemprego dos EUA comece a convergir para a faixa entre 6% e 7% – atualmente ela está em 7,6% -, assim como a inflação apresente níveis mais altos.

Bons ventos da Ásia
Aliado ao discurso “dovish” de Bernanke, o noticiário asiático ajuda a manter o apetite dos investidores por posições de risco. No Japão, o Banco Central elevou as perspectivas econômicas do país, refletindo os sinais crescentes de que os efeitos positivos do iene fraco e as políticas inflacionárias do governo estão se ampliando. Seguindo o esperado pelo mercado, o BC votou por unanimidade para manter sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 60 trilhões a 70 trilhões de ienes (US$ 600 bilhões a US$ 700 bilhões).

Já na China, ganham forças as especulações de que haverá novos estímulos para impulsionar a atividade do país, sobretudo após os dados recentes da balança comercial terem surpreendido negativamente o mercado. Relatório divulgado na mídia oficial aponta que as regras de financiamento para as empresas do setor imobiliário cihnês podem ser parcialmente afrouxadas.

Desemprego na Grécia bate recorde
A Europa também não fica para trás no noticiário do dia. Por lá, a taxa de desemprego bateu recorde em abril, ao subir de 26,8% para 26,9%.