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A disciplina realista que molda o trade de Ariane Campolim

A trajetória de Ariane mostra por que disciplina e autocrítica pesam mais que qualquer setup

Bruno Nadai

Conteúdo XP

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A jornada de um trader é frequentemente associada a números, setups e resultados financeiros. Mas, para Ariane Campolim, consistência nasce antes da técnica: nasce da vida. Ela defende que o mercado transforma quem opera e exige clareza sobre escolhas, tempo e prioridades. Seu ponto de partida para falar de sucesso está ligado ao cotidiano e ao impacto do trade na rotina pessoal.

É nesse contexto que chega ao quinto e último episódio da série do programa Arena Tática, no canal Arena Trader XP, onde Ariane encerra uma jornada de cinco encontros dedicados ao desenvolvimento técnico e comportamental do trader. Além disso, neste desfecho, ela conecta sua trajetória aos desafios enfrentados por quem busca evoluir com método, realismo e responsabilidade.

Dessa forma, a reflexão amplia a compreensão de que o caminho até a consistência não é linear. Por isso, entre aprendizados, revisões e ajustes, Ariane destaca que a verdadeira mudança ocorre quando o operador entende que disciplina, gestão e maturidade emocional não são acessórios, mas fundamentos.

O significado de sucesso

Para Ariane, sucesso envolve autonomia, qualidade de vida e liberdade de tempo. O dinheiro, segundo ela, é apenas um veículo para escolhas mais coerentes com o que cada pessoa deseja construir.

Nesse sentido, ela destaca que muitos iniciam no mercado já sobrecarregados por rotinas exaustivas e pouca margem para cuidar de si. O trade, para ela, oferece a oportunidade de reorganizar prioridades e assumir decisões mais conscientes.

Com essa visão mais ampla do que significa prosperar no mercado, Ariane sintetiza seu pensamento. “Eu acho que sucesso para um trader vai além de você ter dinheiro. O dinheiro é um meio para que você consiga conquistar suas coisas. Acho que todo mundo quer ter uma vida melhor”, afirma.

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Por que muitos desistem

Ariane iniciou no mercado em 2014 e só colheu resultados consistentes a partir de 2018. Para ela, adaptação, estudo e realismo formam a base de qualquer evolução. A trajetória passa por fases de frustração, entusiasmo e revisão constante. “Você tem que fazer até dar certo”, observa.

Ainda assim, ela reforça que muitos buscam respostas rápidas e ignoram que a profissão exige validação técnica e decisões estruturadas. O avanço dependerá, segundo Ariane, de um olhar crítico sobre o próprio comportamento. Por isso, considera essencial que o iniciante veja a jornada como processo e não como atalho.

Em muitos casos, desistir do trade significa retornar a uma realidade que já era insatisfatória. Assim, a decisão costuma ser emocional e precipitada. Para ela, falta clareza sobre o que realmente está sendo abandonado. “As pessoas: ‘ah, eu penso em desistir’, eu falo: ‘Você vai desistir do quê?’ De ter uma vida melhor? Você quer voltar para sua vida que está ruim?”, alerta.

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Ela pontua que desejar o resultado não é o mesmo que desejar ser trader. O descompasso entre expectativa e prática impede o aprendizado e gera frustração repetida. Segundo Ariane, a consistência nasce do gosto pelo processo — não apenas pela recompensa final.

Aprender, errar e recomeçar

Os primeiros anos de Ariane foram marcados por longas horas de estudo, revisão e exposição ao erro. Ela perdeu parte da primeira conta e enfrentou um prejuízo de R$15 mil que consumiu meses de ganhos. Essas experiências derrubaram fantasias de “virada de chave” e consolidaram maturidade operacional. “A gente pode falhar todo dia, a gente pode ir lá e tomar um loss”, conclui.

A partir dessas vivências, ela afirma que respeitar limites de perda é um dos maiores diferenciais entre evolução e estagnação. “Se você tivesse parado no limite que você estabeleceu, com certeza você teria mais dinheiro hoje”, orienta.

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O papel decisivo do mentor

Ariane investiu R$28 mil em seu último curso. Ela explica que o mentor não entrega entradas: ele reduz desvios, oferece direção e compartilha experiência, acelerando o processo de aprendizado.

“As pessoas confundem, acham que o papel do mentor é falar para você onde você tem que entrar, onde você tem que sair, ganhar o dinheiro para você. O mentor vai te ajudar. Então toda vez que você desviar do caminho, ele vai vir e vai falar para você: ‘ó, segue aqui’”, explica.

A partir dessa visão, ela reforça que a transmissão direta de conhecimento é o que mais economiza tempo e reduz erros. “A melhor forma que a humanidade tem de passar conhecimento é de uma pessoa para outra”, conclui.

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Como consequência desse aprendizado, Ariane reforça que consistência é resultado de responsabilidade e construção diária. Dessa forma, ela destaca a importância de filtrar informações, manter realismo e sustentar disciplina mesmo nos dias ruins. “Quanto de verdade você quer uma vida diferente a ponto de você fazer a sua parte? Acho que é isso, tenham persistência”, afirma.

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