Economia

Diretor do BC admite crescimento menor da economia em 2015

Segundo Luiz Awazu, apesar de a taxa de crescimento tender a ser baixa, um processo de melhora da confiança a partir do segundo semestre deve promover uma retomada da atividade

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O diretor de Política Econômica do Banco Central, Luiz Awazu Pereira, disse nesta sexta-feira, 15, durante divulgação do Boletim Regional, que a perspectiva é de que o Brasil cresça abaixo do potencial neste ano, em meio aos ajustes que estão sendo promovidos na economia. Mesmo assim, ele argumentou que as percepções internacionais sobre o Brasil estão evoluindo, como consequência dos ajustes. “Não houve um tempestade perfeita, mas é imprescindível continuar com o ajuste, reforçar o arcabouço de políticas econômicas e manter os fundamentos sólidos.”

Segundo Awazu, apesar de a taxa de crescimento tender a ser baixa, um processo de melhora da confiança a partir do segundo semestre deve promover uma retomada da atividade. Ele apontou que, sob o âmbito da demanda, os investimentos têm se retraído, “influenciados em parte por eventos não econômicos”. Também há sinalização de arrefecimento do consumo governo, mas a expectativa é que o cenário de maior crescimento global ajude a economia brasileira, pelo lado da demanda externa.

“O quadro da confiança ainda é desafiador. A recuperação, a nível setorial e de expectativas, tende a ainda conter elementos que necessitam da continuidade do processo de ajuste econômico em 2015, para que se possa pensar em melhora do clima de confiança para todos os agentes na segunda metade do ano”, explicou.

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O diretor do BC afirmou também que o mercado de trabalho, devido ao ciclo econômico atual, dá sinais iniciais de distensão, tanto em função da retomada da taxa de participação como por conta da moderação dos indicadores de renda e criação de emprego. “Os rendimentos reais têm se moderado e temos tido reflexo de moderação também nas convenções coletivas de trabalho”, acrescentou.