Direto ao ponto: tensão diminui e Ibovespa pode continuar avançar

Nesta quinta-feira, será a vez da Espanha ofertar títulos ao mercado, com expectativa positiva após Portugal

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SÃO PAULO – Com a terceira sessão consecutiva de alta, o Ibovespa superou com folga os 71 mil pontos, subiu 1,72% e marcou a maior pontuação desde o dia 10 de novembro do ano passado. A causa disso tudo? A Europa. Após o Japão ter anunciado na véspera que estaria disposto a ajudar a economia do continente, nesta sessão as boas notícias vieram diretamente de Portugal, com a alta demanda do mercado por seus títulos públicos, superando as projeções.

Nesta quinta-feira (13), será a vez da Espanha acessar os mercados de crédito, mas a expectativa para o leilão é bem mais amena do que a apreensão dos investidores em relação ao procedimento feito por Portugal na quarta. Para Gregório Matias, gestor de recursos da PAX Corretora, isso ocorre também porque a China e o Japão não só prometeram, mas cumpriram sua disposição em formar demandas para os títulos ofertados. 

Além disso, conforme aponta o gestor, os números dessas economias mostraram melhoras recentemente. A produção industrial na Zona do Euro, por exemplo, apresentou alta de 1,2% em novembro do ano passado, registrando elevação de 7,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Além disso, o Livro Bege do Fed mostrou que o mercado de trabalho nos EUA está se firmando. 

Noticiário em alta
Assim, diz o gestor, com esse fluxo mais positivo, há espaço para que o Ibovespa continue a subir. Para tanto, deve colaborar a temporada de resultados das empresas norte-americanas, aponta Matias, já que houve recuperação no ritmo de expansão do produto nos últimos três meses, o que deve se refletir nos balanços das companhias. A Intel divulgará seus números referentes ao quarto trimestre após o fechamento. 

Por último, vale ficar de olho na agenda, que traz como destaque os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Ainda assim, Matias alerta que, com exceção de um número muito distorcido em relação à expectativa, o impacto deve ser menor, já que os aspectos “extra-agenda” têm dominado a atenção dos investidores.