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SÃO PAULO – Na sessão de quarta-feira (27), o Ibovespa encerrou em leve queda de 0,24%, passando a 70.568 pontos, sob forte volatilidade. O índice acompanhou o movimento dos principais mercados internacionais, pressionados pela percepção, como mostrou o Financial Times, de que haverá sim afrouxamento quantitativo nos Estados Unidos, mas este também em menor escala do que era antecipado, já que os indicadores econômicos mostraram melhora no último mês.
Por aqui, o início das operações do primeiro sistema definitivo de produção do pré-sal e a previsão de que Tupi poderá produzir até 75 mil barris diários de petróleo no final do próximo ano, feita por José Miranda Formigli, gerente de exploração e produção para o pré-sal, impulsionaram as ações da Petrobras (PETR3, PETR4). Para Edgar Tamaki, estrategista da TCX, parte da alta de 8,18% acumulada pelos papéis preferenciais da estatal nessa semana é justificada pelo movimento de investidores posicionados vendidos nas ações da petrolífera, que decidiram sair às compras.
Em sua opinião, a volatilidade deve ser o quadro dominante neste quinta-feira (28), que conta com o número de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos e uma bateria de resultados corporativos, como Avon, Burguer-King, Exxon-Mobil e Motorola, por exemplo. Para Tamaki, esses balanços têm agradado, mas a contribuição mais forte para os lucros, ao menos para as multinacionais, acaba vindo de operações em outros países que não os EUA.
Por aqui, também a temporada de números corporativos é relevante, especialmente por causa da Vale (VALE3, VALE5), que divulgou na noite passada um lucro de R$ 10,6 bilhões. A mineradora fechou o seu melhor resultado financeiro da história, com recordes de receita operacional bruta, Ebitda, lucro líquido e margem operacional.