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SÃO PAULO – Enquanto as autoridades europeias demoram a encontrar uma solução para amenizar a crise na Zona do Euro, o Ibovespa terminou o mês de setembro com variação negativa de 7,38%, o maior recuo mensal desde outubro de 2008, quando caiu 24,80%. O benchmark da bolsa brasileira recuou pelo sexto mês seguido e terminou o terceiro trimestre com queda de 16,15%, a maior desde o terceiro trimestre de 2008.
No último pregão de setembro, o Ibovespa chegou ao patamar dos 52 mil pontos e o ínicio de outubro pode ser marcado por um retomada do índice, diz o analista da Um Investimentos, Luis Gustavo Pereira. A percepção está ancorada nas fortes quedas do índice na semana anterior.
Por outro lado, o benchmark pode ser pressionado pelas notícias na Grécia, a qual anunciou no domingo que não deverá atingir a meta de déficit público estabelecido pela Troika para este ano, enquanto os números desta segunda-feira mostram que a dívida do governo deverá saltar de 161,8% (Produto Interno Bruto) neste ano para 172,7% do PIB no próximo ano.
Na agenda de indicadores, a primeira semana do mês de outubro traz os índices de preços e a balança comercial de setembro no âmbito doméstico. Nos Estados Unidos, o principal indicador do dia é o ISM (Supply Management), que acompanha a atividade da indústria no mês anterior à apuração. Medições acima de 50 pontos indicam crescimento econômico e abaixo do patamar apontam recessão. O índice esteve no patamar de 50 pontos no último mês.
Mercado tentar precificar Selic para 2012
O Boletim Focus, divulgado todas as segundas-feiras pelo Banco Central, pode trazer um aumento na percepção do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). Além disso, o mercado já ensaia a precificação da taxa de juros para 2012, diz Gustavo.