Direto ao ponto: mercado reage “automaticamente” a quedas exageradas

Para operador da TCX, perspectiva é de leve alta, porém o índice só abre melhor porque caiu muito na última semana

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 SÃO PAULO – A última semana, definitivamente, não foi boa para o mercado acionário mundial. No Brasil, os pregões dos últimos dias, em que o Ibovespa desvalorizou-se 6,9%, foram os piores desde a penúltima semana de novembro de 2008. Para segunda-feira, então, Eduardo Munhoz acredita que o mercado irá reagir “automaticamente” pouca causa das quedas recentes.

Ou seja, explica o operador da TCX, o índice abre melhor, mas porque caiu muito, e não baseado em algum fator ou indicador econômico. Isso quer dizer que o investidor pode respirar aliviado? Não, ao menos na visão de Munhoz, já que o operador espera o índice abaixo dos 60 mil pontos no médio prazo. 

O que se pode fazer, aponta, é aproveitar para comprar pechinchas que apareceram por aí, papéis, por exemplo, que não são afetados pela valorização do dólar, por queda nas exportações. De qualquer maneira, ressalta Munhoz, é um momento de muito critério na hora de comprar ações, especialmente para o pequeno investidor.

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Com a alta da Selic e a perspectiva de que o aperto monetário está apenas iniciando-se, Munhoz aconselha o investidor a observar com um pouco mais de carinho a renda fixa, ao menos até o mercado estar menos bagunçado. Isso porque “a correção não acabou”, afirma.

Vale observar
Sem indicadores econômicos relevantes, os investidores observarão o resultado da reunião do Bank of England, que deve manter a taxa básica de juros do país inalterada em 0,5% ao ano. Por aqui, além de indicadores inflacionários, vale observar também a agenda dos resultados corporativos, que conta com Pão de Açúcar (PCAR5) e Hypermarcas (HYPE3), entre outras empresas.