Direto ao ponto: cenário é de volatilidade, com potencial para queda

Gestor não descarta que Ibovespa poderá testar os 60 mil pontos, mas evita apostar quando isso irá ocorrer

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SÃO PAULO – O Ibovespa pode testar os 60 mil pontos? Com uma risada sonora, que indica imediatamente ser essa a pergunta que todo o mercado irá se fazer ao longo da sessão desta quarta-feira (19), Huang Kuo Seen desconversa e afirma que essa é uma “pergunta bem difícil de responder”.

Não é para menos. Na última sessão, o Ibovespa fechou em queda de 3,22%, atingindo assim os 60.841 pontos, patamar mais baixo desde o dia 28 de outubro do ano passado. Como nos 60 mil pontos reside um suporte importante e o mercado vem perdendo valor com rapidez (nos últimos trinta dias, o índice registra queda de 12,36%), a pergunta crucial é se ainda há espaço para cair.

O gestor da Grau Investimentos acredita que sim e não descarta a hipótese de que o Ibovespa irá, em algum momento, testar esse patamar, mas evita pontificar uma período de tempo específico. Se limita a dizer que o cenário de curto prazo continua complicado por causa da crise fiscal na Europa. “O mercado fechou fraco, e não podemos descartar a possibilidade de o mercado abrir novamente assim”, avalia. 

Fed e euro
Para Huang Kuo Seen a volatilidade deve continuar enquanto o mercado não enxergar uma “luz no fim do túnel” sobre como a questão da dívida dos países da Europa será resolvida. Até lá,”a tendência é de um mercado volátil e com espaço para cair”. 

Em sua opinião, o tom da ata do Fed, que será publicada às 15h desta quarta, pode até ter um impacto momentâneo, mas nada expressivo. O gestor avalia que enquanto não houver uma recuperação consistente do euro, que vem renovando mínimas atingidas durante a crise de 2008, será ainda cedo para afirmar que o pior já passou.