Publicidade
SÃO PAULO – O Ibovespa deve voltar a refletir nesta sexta-feira (29) o comportamento do cenário externo, diante da decisão da câmara dos representantes norte-americana em adiar na véspera da proposta para elevação do limite de endividamento.
Ainda no pregão anterior, o Ibovespa interrompeu a sequência de três quedas e fechado em alta de 0,72%, a 58.708 pontos, com o mercado pressionado pelas incertezas no cenário externo.
“O resultado foi mais por um ajuste técnico do que qualquer outra coisa, pois a nossa bolsa está caindo muito forte este ano”, afirmou o analista da SLW, Pedro Galdi.
Agenda econômica fica em segundo plano
Na primeira etapa do pregão da véspera, o mercado reagiu positivamente aos indicadores sobre mercado de trabalho e moradias nos Estados Unidos, que vieram melhores que as expectativas dos investidores. Porém, o cenário foi revertido no final da sessão, com a atenção voltada para a decisão política em Wall Street.
A exemplo disso, esta sessão, que traz importantes indicadores nos Estados Unidos, como a divulgação da preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) no país, além de indicadores de custo de emprego e confiança do consumidor em Michigan, devem ficar em segundo plano.
O analista afirma que a decisão política novamente determinará o desempenho do índice. “Se sair o resultado positivo o mercado comemora e vai se comportar bem, mas se a decisão não for positiva o mercado vai ficar pesado, independente do desempenho dos balanços corporativos e dos indicadores econômicos divulgados na sessão”, afirmava Galdi na véspera.
Continua depois da publicidade
Balanços corporativos são importantes, mas também não definem índice
Por falar em balanços corporativos, a divulgação continua intensa Estados Unidos, com o mercado destacando nesta sessão, os resultados de importantes companhias, como Starbucks e Chevron. Por aqui, a temporada de balanços também está aquecida, tendo como um dos principais destaques o resultado da Vale (VALE3, VALE5), divulgado após o fechamento da última sessão.
A companhia fechou o segundo trimestre de 2011 com um lucro líquido de R$ 10,275 bilhões, sendo este o melhor resultado para um segundo trimestre da companhia. O desempenho, no entanto, ficou 9,0% abaixo do lucro apresentado nos primeiros três meses do ano, período em que ela reportou seu maior lucro da história (R$ 11,291 bilhões).
Para Pedro Galdi, apesar de o mercado manter a atenção nesses resultados, eles não serão determinantes para o desempenho do índice. “Já vi a Vale soltar o melhor resultado da história dela e e os papéis caírem 8% porque o cenário externo não ajudou. Estamos reféns dos Estados Unidos e isso permanece inalterado na sessão”, conclui.