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SÃO PAULO – As chances de piora substancial do cenário econômico global diminuiram, segundo a consultoria LCA, que cortou sua estimativa para um panorama mais pessimista de 35% para 25%. As principais surpresas positivas vieram da economia norte-americana, com a maioria dos indicadores da atividade do quarto trimestre de 2011 e dos primeiros meses de 2012 trazendo resultados acima das expectativas, com destaque para os dados do mercado de trabalho do país.
Também contribuiu para a nova perspectiva a mudança de postura do BCE (Banco Central Europeu). A instituição passou a atuar como credora de última instância no sistema financeiro da Europa, contribuindo para reduzir de maneira consistente o risco de uma crise bancária na região.
Com isso, os consultores acreditam que as chances de uma recaída da economia dos EUA são cada vez menores, uma vez que os riscos advindos da Europa parecem diminuir. Ainda assim, eles advertem que o ritmo de expansão da maior economia do mundo continuará a ser limitado em 2012 e 2013 por diversos fatores, como os efeitos da crise da Europa e a perspectiva de um longo período de contração dos gastos do governo.
Europa em recessão
Embora o velho continente tenha conseguido reduzir de maneira consistente os riscos sistêmicos de uma crise bancária, a região pode enfrentar uma recessão. Com isso, o PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro pode permanecer em retração pelo menos até o terceiro trimestre deste ano, para depois engrenar uma recuperação lenta e irregular, liderada pela Alemanha.
A LCA aponta perspectivas relativamente favoráveis para a China, mesmo tendo em vista um período de esfriamento econômico. Para os consultores, o governo chinês possui condições para reagir a uma retração por meio de estímulos fiscal e monetário.
Além disso, desde que a desaceleração da China continue moderada, a América Latina continuará a se beneficiar de forte demanda por commodities – com maior risco para a economia da Argentina, que deverá retrair bastente em 2012 para conter a inflação e a deterioração fiscal, conclui a consultora.