Dificuldades para bolsa integrada na América Latina crescem

Desafios persistentes na eliminação ou redução de diferenças em regimes tributários dificultam integração das bolsas do Chile, Colômbia e Peru

Publicidade

NOVA YORK – Os líderes das bolsas de valores do Chile, Colômbia e Peru afirmaram na segunda-feira aos investidores que a compra de ações na região está se tornando mais fácil por causa de seus esforços de integração, que já duram dois anos, apesar da persistência de diferenças tributárias.

Em apresentações e reuniões com investidores em Nova York, os chefes das três bolsas promoveram a criação do Mercado Integrado Latino-Americano, conhecido como Mila.

Mas desafios persistentes na eliminação ou redução de diferenças em regimes tributários e para aumentar os volumes de negócios continuam, reconheceram.

“Não poderemos resolver todos as questões antes de iniciarmos a Mila. Há diferenças entre os países”, disse Francis Stenning, presidente-executivo da bolsa de valores de Lima.

Enquanto isso, a queda nos preços das ações de mercados emergentes está tornando a tarefa de convencer investidores a colocar capital na região ainda mais difícil.

O índice S&P Mila 40, que acompanha as 40 principais ações das três bolsas, que listam um total de 552 ativos no total, acumula queda de 20 por cento no ano até agora.

Continua depois da publicidade

A Mila funciona ao permitir, por exemplo, que um investidor colombiano compre ações de uma companhia peruana usando uma corretora em Bogotá.

Os executivos da Mila enfatizaram a integração como um primeiro passo para o que pode se tornar uma fusão completa das bolsas.

“Temos o receio de que se tomarmos o caminho de negociações para fusão as coisas vão ruir por causa de questões políticas”, disse Juan Pablo Cordoba, presidente da bolsa de valores de Bogotá, a jornalistas.

Continua depois da publicidade

“Estamos mostrando que há muito benefício em se ter um mercado integrado e estamos agindo para ampliar essa integração sem turbulência política”, acrescentou.

Os três países querem forjar uma bolsa de valores intraregional para servir como contraponto ao Brasil, onde o mercado acionário, o maior da América Latina, tem um valor de 627,2 bilhões de dólares.

Em comparação, a Mila tem um valor de mercado combinado de 497,7 bilhões de dólares, segundo dados da Thomson Reuters, à frente do México, que tem valor de quase 300 bilhões.

Continua depois da publicidade

Os executivos afirmaram que o México está revendo sua legislação, o que permitirá à bolsa local aderir à Mila já em 2014.