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SÃO PAULO – A opção pelos medicamentos genéricos, donos de 11,34% do mercado, pode representar uma economia de mais de 300%. Essa é uma das constatações do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), que pesquisou os preços de seis medicamentos dentre os mais consumidos no País.
Um dos medicamentos pesquisados foi o antibiótico amoxicilina. Em um mesmo laboratório, o preço do medicamento varia de acordo com a quantidade na caixa. Se ela conta com 15 cápsulas, cada uma sai por R$ 0,70 em média; se há 30 comprimidos na embalagem, a unidade é vendida ao preço de R$ 0,59, uma variação de 18%.
Mas, quando pesquisado o preço da unidade do mesmo medicamento de marca, o valor da caixa com 15 comprimidos é de R$ 1,77 e a de 30 unidades chega a R$ 2,06, uma diferença de 16%. Se comparado ao genérico, a variação no preço da amoxila bate em 200%, de acordo com o aumento que entrou em vigor no final de março.
Outra grande diferença está no anti-hipertensivo captopril, cuja variação de preço chega a 310% quando comparada a caixa do medicamento com 30 unidades do genérico (R$ 0,19 o comprimido) com outra de marca (R$ 0,78 o comprimido).
Fracionamento de remédios
Outra constatação do instituto é quanto ao fracionamento dos remédios. “O valor da cápsula é mais baixo em uma caixa com 30 unidades do que em uma de 20 ou 10”, informa o Idec. “A unidade deveria custar o mesmo em todas as apresentações”.
Esta já é uma determinação da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed), ligada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas que ainda não foi implantada. Depois que isso ocorrer, o consumidor poderá comprar o produto por unidade, o que permitirá a utilização da quantidade exata receitada pelo médico. Além de mais barata, a opção fracionada também pode reduzir os ricos de acidente por auto-medicação.