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SÃO PAULO – Depois da redução de preços feita pela Petrobras nas refinarias e do aumento na tributação da Cide para o diesel e a gasolina, a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes) declarou que o impacto final dessas mudanças aos preços nas bombas vai depender da quantidade de estoques de cada posto.
Além disso, a entidade lembra do percentual e da velocidade com que a redução será repassada por cada distribuidora, já que os postos, por lei, somente podem adquirir combustíveis das companhias autorizadas pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis).
Preços
Sobre a redução de preços, anunciada na noite de segunda-feira (8) pela Petrobras, a Fecombustíveis aponta para um impacto de cerca de 9% no preço do diesel nos postos de serviço.
“Importante ressaltar que, a partir de 1º de julho, está prevista a alteração de 3% para 4% no teor de biodiesel no diesel, o que deve aumentar em 1% o custo do diesel. Sendo assim, em julho, as mudanças anunciadas teriam impacto de 8% no preço final do diesel nas bombas”, diz a entidade em nota.
Em relação à gasolina, o impacto final para o consumidor deve ser nulo, diante da redução de impostos realizada pelo governo.
Medidas
Na noite de quinta (8), a Petrobras havia anunciado a redução de 15% do preço do diesel nas refinarias, livre da incidência de impostos. Porém, em seguida, o Ministério da Fazenda declarou o aumento da alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico) de R$ 0,03/litro para R$ 0,07/litro, o que conterá a queda do preço ao consumidor final.
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Logo após a Petrobras também ter anunciado a queda de 4,5% no preço da gasolina, a Fazenda declarou o aumento de R$ 0,05/litro da Cide, que passa a ser de R$ 0,23/litro para o combustível. Ambas as decisões não devem alterar o preço do combustível adquirido pelas distribuidoras, de forma que o preço ao consumidor também não deve sofrer alteração.