DIEESE divulga Cesta Básica de maio com maiores altas no Nordeste

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O DIEESE – Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos – divulgou hoje a Pesquisa Nacional da Cesta Básica referente ao mês de maio, que registrou um aumento nos preços dos gêneros de primeira necessidade em onze das dezesseis capitais pesquisadas. As maiores altas dos preços do conjunto de gêneros de primeira necessidade foram registradas nas capitais do Nordeste.

As maiores elevações ocorreram nas cidades de Recife (+6,74%), Fortaleza (+6,19%), Aracajú (+4,99%), Salvador (+4,23%) e Natal (+3,68%). As outras capitais que registraram altas da cesta básica oscilam dentro do intervalo entre 0,22% em São Paulo e 3,43% no Rio de Janeiro. Por outro lado, as cidades que apuram queda no custo da Cesta Básica em maio foram Belo Horizonte (-2,87%), Porto Alegre (-2,14%), Vitória (-2,00%), Curitiba (-0,57%) e Goiânia (-0,53%). Nos primeiro cinco meses de 2001, apenas Recife registrou uma variação negativa para o conjunto de produtos que compõem a cesta básica, com queda de 2,40%. Em contrapartida, as maiores altas ocorreram em Vitória (+15,43%), Belo Horizonte (+11,34%) e Porto Alegre (+11,30%).

O DIEESE estima que o salário mínimo devesse atingir R$ 1.090,28, ou seja, 6,1 vezes o valor vigente, estipulado em R$ 180,00. Seguindo a definição primaria constitucional para o salário mínimo, que indica que deverá ser suficiente para manter uma família, em relação à alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, e levando-se em conta o maior custo da cesta básica, que foi a de São Paulo.

Em maio, a variação dos preços dos produtos foi bastante diversificada, com destaque para os preços do leite, tomate, pão e manteiga. O aumento do leite expressa o período de entressafra, enquanto o tomate sobe em destaque nas capitais nordestinas por conta da seca que atinge a lavoura regional. O preço do leite registrou elevação em treze capitais, sendo que os destaques foram em Curitiba (+9,86%), Vitória (+5,94%), Brasília (+4,21%) e Florianópolis (+3,81%). Em contrapartida, o café o açúcar, o feijão, óleo de soja e banana, predominantemente registraram queda de preço.

Com o aumento dos preços em São Paulo, e com a queda do custo da cesta básica em Porto Alegre, as duas capitais reverteram a liderança entre as capitais mais caras. Deste modo, Porto Alegre deixou de ser a cesta básica mais cara do país, sendo cotada a R$ 127,32, frente a cesta básica da capital paulista que está valendo R$ 129,78. Em seguida vem Belo Horizonte (R$ 123,72), Curitiba (R$ 123,06) e Rio de Janeiro (R$ 122,65). Já Salvador e Recife apresentaram o menor custo da cesta básica, que pode ser comprada a R$ 93,72 e R$ 96,01 respectivamente.

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