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SÃO PAULO – Os paulistanos viram os preços subirem 0,05% no sexto mês deste ano. A taxa representa uma queda de 0,18 ponto percentual em relação a maio, quando foi registrado índice de 0,23%. Por estrato de renda, as famílias de maior poder aquisitivo, pertencentes ao estrato 3, tiveram a maior redução em junho, já que a taxa de inflação dessa classe ficou em 0,03%, contra 0,29% no mês anterior.
As informações, divulgadas nesta terça-feira (7), fazem parte do ICV (Índice de Custo de Vida), apurado mensalmente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
Por renda
Segundo o levantamento, o ICV para o estrato 1 (composto por um terço das famílias mais pobres, que contempla os domicílios nos quais a renda média salarial fica em R$ 377,49 ao mês) registrou queda de 0,05 ponto percentual no índice de custo de vida, passando de 0,17% para 0,11%. Estas famílias foram prejudicadas pelo aumento nos gastos com alimentação.
Para as pessoas inseridas no estrato 2 (famílias de nível intermediário, com rendimento médio de R$ 934,17 mensais), o ICV ficou em 0,08% em junho, contra 0,14% um mês antes.
Considerando o estrato 3 (que reúne as famílias de maior poder aquisitivo, cuja renda média é de R$ 2.792,90 por mês), o Dieese aponta que o custo de vida diminuiu 0,27 p.p. em relação ao mês anterior, devido às quedas nos valores relativos a saúde e transporte.
Principais variações
No mês passado, as principais contribuições vieram das variações de preços do grupo Despesas diversas (1,48%), atingindo especialmente as famílias pertencentes ao estrato 1, em Alimentação (0,55%) e em Equipamentos (0,42%).
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Por outro lado, contribuíram para uma alta não tão agressiva da inflação a queda nos preços dos Transportes (-0,64%), Saúde (-0,57%), Recreação (-0,35%) e Despesas Pessoais (-0,34%), sendo que os dois primeiros itens beneficiaram as famílias do estrato 3.
Acumulado
Nos últimos 12 meses – entre julho de 2008 e junho de 2009 -, o ICV-Dieese acumula alta de 4,16%. Ao se considerar os diferentes estratos de renda, a maior taxa apurada foi a das famílias de maior poder aquisitivo (4,55%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da inflação fica em 3,64%, enquanto, para aquelas com menor poder aquisitivo, corresponde a 3,61%.
Os aumentos verificados em 12 meses devem-se, especialmente, às elevações apuradas nos grupos Despesas Pessoais (14,06%), Educação e Leitura (8,49%), Habitação (6,71%), Despesas Diversas (14,95%) e Alimentação (3,13%).