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SÃO PAULO – O preço da cesta básica de São Paulo registrou incremento de 0,16% em setembro de 2011, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Procon-SP, em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgada nesta quarta-feira (4).
No mês passado, os paulistanos pagaram R$ 267,19 para comprar os produtos essenciais. No ano, a cesta acumula alta de 0,77% e, em 12 meses, a elevação já é de 10,83%. A cesta paulistana permanece na segunda colocação do ranking das mais caras do País.
Quedas e altas
Dos 13 itens que compõem a cesta de São Paulo, quatro apresentaram queda e o restante teve aumento nos preços, frente ao mês anterior. As reduções foram apuradas no tomate (-5,26%), na farinha (-1,58%), na batata (-1,18%) e no pão (-0,86%).
Por outro lado, elevações foram registradas na banana (5,46%), no açúcar (2,18%), leite (2,03%), café (1,82%), arroz (1,67%), feijão (1,43%), óleo (0,74%), carne (0,64%) e na manteiga (0,30%).
Doze meses
Na comparação com o mesmo mês do ano passado, os aumentos foram bem significativos, com 10 produtos apresentando elevação. Os destaques ficam por conta do tomate (33,88%), açúcar (27,17%), café (17,45%), óleo de soja (14,77%), farinha de trigo (14,29%), leite (14,25%), banana (13,09%), carne (10,58%), manteiga (6,86%) e o pão (5,51%).
Os itens que apresentaram queda em 12 meses foram arroz (-9,41%) e feijão (-3,65%). A batata, por sua vez, não apresentou variação.
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Comprometimento da renda
Com o valor de R$ 267,19, o custo médio da cesta básica tomou 53,29% do salário mínimo líquido do trabalhador da cidade de São Paulo, já deduzida a quantia recolhida à Previdência Social. Em agosto, o comprometimento era de 53,20%.
Ainda de acordo com o Dieese, o paulistano remunerado pelo salário mínimo teve de cumprir uma jornada de 107 horas e 51 minutos para adquirir todos os produtos essenciais, tempo um pouco maior do que o verificado um mês antes, quando foram necessárias 107 horas e 41 minutos de trabalho.