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SÃO PAULO – A Itaú Securities avaliou como sendo “mais fraco do que o esperado” o resultado do quarto trimestre e do acumulado em 2009 divulgado pela MMX Mineração (MMXM3), mantendo o preço-alvo em R$ 17,00 para os papéis da companhia – upside (potencial de valorização) de 18,88% ante o último fechamento.
Diante dos dados postados, da recente valorização das ações da companhia e de um possível alcance de sua capacidade total, a corretora prefere os papéis de CSN e Vale, embora mantenha a recomendação de outperform (performance acima da média do mercado) para a MMX.
Ebitda: destaque negativo
Os analistas Marcos Assumpção e Alexandre Miguel enfatizam o fato de o Ebitda (geração operacional de caixa) ter totalizado desempenho negativo de R$ 70 milhões, abaixo das estimativas de R$ 18 milhões.
Para eles, o fraco desempenho do indicador deve-se aos gastos mais elevados do que o esperado nos custos dos bens vendidos e nas despesas com vendas, administração e gerais.
Além disso, destacam o resultado negativo do Ebitda no acumulado do último ano, de R$ 464 milhões. O número foi em grande parte corroído pelas operações em Corumbá, impactadas por uma amortização de ativos.
Posição de caixa: alerta
O Itaú mostra-se alarmado com a posição de caixa com a qual a companhia encerrou 2009 – R$ 27 milhões – já que sua dívida de curto prazo chega a R$ 777 milhões.
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A MMX planeja levantar R$ 1,2 bilhão em sua expansão de capital. No entanto, os analistas observam que apenas uma quantia de aproximadamente R$ 500 milhões poderá ser utilizadas com finalidades gerais, já que R$ 739 milhões serão utilizados em projetos no Sudeste.
Anúncios em breve
O Itaú acredita ainda que os planos de refinanciamento da mineradora, bem como o seu capex (capital utilizado para adquirir ou melhorar os bens físicos) deverão ser anunciados em breve.