Dia tenso nos mercados leva dólar comercial a subir e ultrapassar R$ 2,09

Moeda atingiu seu maior patamar desde 14 de março; rumores de que crise subprime teria atingido fundos do país agitaram mercado

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SÃO PAULO – O dia foi de mais volatilidade e perdas nos principais mercados de todo o mundo, porém, no Brasil o clima foi ainda mais tenso do que na média do restante do mundo.

Reagindo a rumores de que a crise subprime teria atingido fundos de investimentos domésticos, o dólar comercial, acumulando três sessões de apreciação, encerrou as negociações em forte alta de 3,05%, cotado a R$ 2,093.

Assim, a moeda norte-americana atingiu seu maior patamar desde o dia 14 de março deste ano. Diante da forte valorização desta sessão, o Banco Central, pelo terceiro dia consecutivo, se absteve de intervenções no mercado cambial e mais uma vez não realizou seu tradicional leilão de compra de dólares à vista.

Dados do mercado imobiliário dos EUA alimentaram tensão

Alimentando as preocupações com o fragilizado mercado imobiliário dos EUA, nesta sessão foram divulgados indicadores que, aquém das projeções, serviram de alicerce ao nervosismo dos investidores em todo o mundo.

O Housing Starts, que mensura o número de casas que começaram a ser construídas nos EUA, recuou mais do que o projetado em julho, atingindo seu menor patamar desde janeiro de 1997.

No mesmo sentido, o Building Permits marcou um número de autorizações cedidas para o início de construção de imóveis no último mês bem inferior às estimativas de analistas.

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Dólar comercial encerra negociações cotado a R$ 2,093

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,0920 na compra e R$ 2,0930

na venda, forte alta de 3,05% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,1500, representando um ágio de 2,77%
em relação ao dólar comercial.
Com esta alta, o
dólar acumula valorização de 11,15% em agosto, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,06%.

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Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 2.095,
forte alta de 3,00% em relação ao fechamento
de R$ 2.034

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 3,19%,
atingindo R$ 2.105 frente
à R$ 2.040 do fechamento de

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ontem.

Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,0950.

Curva de FRA de cupom cambial

O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 7,10% para outubro de 2007, alta de 0,65 ponto percentual em relação à cotação do último ajuste.