Destaques da bolsa

Ações de Via Varejo saltam 21%, Vale dispara 18% e Petrobras sobe 9,5%; só 2 ações do Ibovespa caem

Confira os destaques da B3 na sessão desta terça-feira (10)

SÃO PAULO – Após a forte queda do Ibovespa na véspera, de 12,17%, com destaque para a derrocada de quase 30% da Petrobras (PETR3;PETR4), a sessão foi de recuperação para a bolsa brasileira. O índice saltou 7,14%, na maior alta desde 2 de janeiro de 2009, com a recuperação do petróleo: o WTI teve alta de 11,21%, enquanto o brent subiu 10,19%, um dia após a maior baixa da commodity desde 1991, com a Arábia Saudita deflagrando uma guerra de preços depois da Rússia não aceitar o acordo de corte de produção da Opep+.

Nesta sessão, a commodity subiu forte em meio às expectativas de estímulos econômicos nos EUA e Japão, além de ter se animado com a fala de Alexander Novak, ministro russo de energia, de que “a porta não está fechada” para retomar as negociações para coordenação da produção. Com isso, as ações ordinárias da Petrobras subiram 8,51%, a R$ 18,36, enquanto os papéis preferenciais fecharam com alta de 9,41%.

A maior alta percentual, contudo, ficou com a Via Varejo (VVAR3), com ganhos de 21,29%, em um movimento de recuperação após as fortes quedas nas últimas sessões. Na véspera, o papel caiu 17,13%. As ações da companhia, assim como de outras varejistas, passaram a ser mais pressionadas pelo noticiário sobre o coronavírus, em meio à expectativa de desaceleração da economia brasileira seguindo a atividade mundial. Ao mesmo tempo, como houve uma forte alta dos papéis desde o ano passado, o movimento de forte queda do mercado guiou uma venda dos papéis, com os investidores embolsando o lucro das ações. Na sequência, as ações do Magazine Luiza (MGLU3), que também registraram forte queda nos últimos pregões, tiveram fortes ganhos.

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Também em destaque estiveram os papéis da Vale (VALE3), com ganhos de 18,45% também em recuperação após a forte queda da véspera e repercutindo os ganhos de 4,8% do preço do minério à vista negociado em Qingdao à espera de medidas de estímulo. CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR4) subiram entre 8% e 13%.

Apenas duas ações fecharam em baixa: a Ambev (ABEV3), com queda de 1,70%, enquanto o IRB (IRBR3) teve queda de 0,44%. Na véspera, os papéis da companhia de bebidas registraram a segunda menor queda do índice. A ação ABEV3 caiu com as notícias de expansão da Heineken no Brasil: a empresa investirá R$ 865 milhões neste ano e no próximo em sua fábrica de cerveja em Ponta Grossa, afirmou o CEO da empresa holandesa no Brasil, Mauricio Giamellaro, em entrevista à Reuters. Isso “levanta nossas preocupações” sobre a pressão competitiva para Ambev, escreveu em nota o analista do Bradesco BBI Leandro Fontanesi.

Confira os destaques desta terça-feira (10):

Vivo (VIVT4)

A Vivo anunciou que terá apenas ações ordinárias (VIVT3) após a conversão da totalidade dos ativos preferenciais (VIVT4). Segundo o documento distribuído ao mercado, a proposta será ainda enviada para a aprovação da Anatel.

“A administração entende que a conversão propiciará a maximização da geração de valor a todos os seus acionistas, dado que conferirá o direito a voto e tag along de que trata a Lei das S.A. à totalidade de seus acionistas, incrementando as suas práticas de governança corporativa”, destacou.

 

Petrobras (PETR3;PETR4

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A Petrobras vendeu quatro campos de gás natural no Estado da Bahia para a Eagle Petróleo e Gás. O valor total da transação foi de US$ 3,01 milhões (R$ 14,3 milhões). Os campos são terrestres e se localizam no interior da Bahia, na chamada Bacia de Tucano, a cerca de 110 quilômetros de Salvador. Segundo a estatal petrolífera, os campos têm a capacidade de produção de 26 barris por equivalência (boe) de gás por dia.

Helbor (HBOR3

A construtora e incorporadora Helbor, de São Paulo (SP), informou ontem que realizará uma emissão de debêntures para levantar R$ 47,1 milhões. Serão emitidas 47.100 debêntures simples, cada uma no valor de R$ 1 mil. A Helbor informou que o dinheiro obtido com a venda dos papéis será integralmente usado na aquisição de um imóvel localizado na Avenida República do Líbano, na Zona Sul da capital paulista. A Helbor informou que as debêntures vencerão em 36 meses – ou três anos – a partir da data da emissão, que será em março deste ano.

CPFL (CPFE3

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) publicou balanço ontem e informou que obteve um lucro líquido de R$ 114,7 milhões no quarto trimestre de 2019. Segundo a empresa, houve crescimento de 7,3% sobre igual período de 2018. Já o lucro líquido da CPFL no ano de 2019 consolidado caiu 9,9% sobre 2018, para R$ 107 milhões. A receita líquida somou R$ 583,5 milhões no quarto trimestre e R$ 1,9 bilhão em 2019.

Embora a receita líquida no quarto trimestre tenha crescido 13% sobre igual período de 2018, o faturamento líquido de 2019 caiu -0,4% sobre 2018. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de R$ 376,4 milhões no quarto trimestre, um avanço de 26,15 sobre igual período do ano passado.

Já o ano inteiro de 2019, foi de R$ 1,2 bilhão, também uma queda de -0,4% sobre 2018. A CPFL registrou queda na geração de energia das usinas hidrelétricas no quarto trimestre, de 37,3%, uma perda de 160 GHw. A redução ocorreu porque a vazão dos rios esteve mais baixa em São Paulo, Minas Gerais e no Estados do Sul. Em compensação, houve aumento de 7,5% na geração nos parques eólicos da empresa na região Nordeste, para 90,6 GHw. A geração eólica respondeu por mais de 63% da receita líquida da CPFL no quarto trimestre de 2019.

O Itaú BBA avaliou como positivo o balanço divulgado ontem pela empresa. Segundo o Itaú BBA, tanto o Ebitda quanto o lucro líquido da concessionária de energia elétrica superaram as estimativas do banco e do mercado. O BBA ressaltou que a expansão ocorreu principalmente no negócio da distribuição de energia. O BBA elogiou também a gestão da CPFL e mantém a nota “outperform” (acima da média) para a empresa em 2020, com preço-alvo de R$ 39,00 para este ano, uma alta de 14,7% sobre os R$ 34,00 de ontem na B3.

Direcional (DIRR3

A construtora e incorporadora Direcional Engenharia (DIRR3), de Belo Horizonte (MG) reportou um lucro líquido de R$ 28 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 55% sobre igual período de 2018. No consolidado de 2019, a empresa lucrou R$ 100 milhões. O resultado é positivo. Em 2018, a empresa teve prejuízo de R$ 77,4 milhões.

A receita líquida da Direcional avançou 25% em 2019, em comparação sobre 2018, para R$ 1,45 bilhão. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) cresceu 44,2% no quarto trimestre de 2019, para R$ 60,7 milhões. No consolidado de 2019, o Ebitda avançou 110,7% para R$ 240,2 milhões. A Direcional somou um Valor Geral de Vendas (VGV) lançado de R$ 555,1 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representou um avanço de 55% sobre igual período de 2018. No fechamento do 2019, contudo, o VGV lançado cresceu muito pouco em comparação a 2018, apenas 2,2%, para R$ 1.94 bilhão.

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O Brasil Plural avaliou como positivos os resultado, com destaque para o lucro líquido maior, “resultante do maior número de lançamentos, eficiência nas obras e aumento da rentabilidade”. O BTG Pactual destacou que os resultados vieram “sólidos e em linha” e que a ação DIRR3 oferece boas chances de dividendos. O banco manteve a recomendação compra.

Linx (LINX3)

O conselho de administração da Linx aprovou um programa de recompra de até 8 milhões de ações ordinárias, correspondente a 4,28% do total de ações da empresa.

Segundo a Linx, o objetivo da operação é maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital.

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