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SÃO PAULO – A semana começou negativa para a Bolsa, com o Ibovespa fechando nesta seguda-feira (12) com queda de 1,43%, a 48.139 pontos. Entre os destaques do dia estiveram as ações da Petrobras, que fecharam próximas a sua mínima do dia em meio à queda do petróleo no exterior e rebaixamento do Goldman Sachs. Chamaram atenção ainda os papéis de HRT e Oi, que fecharam hoje com quedas superiores à 10%.
Entre os destaques negativos ainda estiveram os papéis da Oi (OIBR4, R$ 5,70, -13,64%), que fechou como a maior queda desta sessão em meio à notícia de que os acionistas da Portugal Telecom SGPS aprovaram hoje o adiamento da assembleia convocada para aprovar a venda dos ativos portugueses da Oi para a Altice. De acordo com informações da Bloomberg, a assembleia ocorrerá dia 22 de janeiro.
Ainda entre as quedas, o mercado seguiu de olho nas educacionais, que seguiram pressionadas, acumulando também os piores desempenhos do ano entre as empresas do Ibovespa. As ações da Ser Educacional e Anima caíram hoje mais de 10%.
Enquanto os papéis da Cemig fecharam no negativo nesta sessão, tendo perdido patamar importante dos R$ 12 na última semana e em meio às incertezas do setor elétrico, como explicou Lauro Vilares, analista técnico da Guide Investimentos, e fechando nas mínimas desde março do ano passado, as ações preferenciais da Eletrobras, no entanto, fecharam no positivo entre as maiores altas do Ibovespa na sessão.
Ainda ficou no radar do investidor hoje os papéis da Rossi, que fora do Ibovespa disparou 10%, sem motivos aparentes. Analistas descartam também a possibilidade de um “short squeeze” com os ativos, já que o aluguel não está próximo da margem permitida pela BM&FBovespa de 25% dos ativos em “free float”, ou em circulação no mercado.
Confira os destaque desta segunda-feira:
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Petrobras (PETR3, R$ 8,77, -5,60%; PETR4, R$ 8,91, -5,21%)
Os papéis da estatal fecharam esta segunda-feira entre as maiores quedas do Ibovespa. A queda do petróleo no mercado internacional e o corte no preço-alvo dos papéis pelo Goldman Sachs ajudam a pressionar a Petrobras, anulando o bom humor do mercado visto nos minutos finais do pregão da última sexta-feira com notícias de que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central, seria cotado para assumir a presidência da companhia.
Nesta manhã, o Goldman Sachs cortou suas projeções para o barril de petróleo Brent esse ano, de US$ 84 para US$ 50 o barril e, consequentemente, revisou para baixo o preço-alvo das ações da Petrobras de R$ 12 para R$ 11. A expectativa para o barril WTI, negociado nos EUA, passou de US$ 74 para US$ 47.
Além disso, no noticiário da petrolífera está a informação de que ela estaria analisando vender participações em áreas no pré-sal como solução de curto prazo para enfrentar dificuldades financeiras, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. Investidores financeiros e petroleiras instalados no exterior estão sendo sondados para avaliar se têm interesse no negócio.
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De acordo com o jornal, o projeto ainda está sendo tratado no âmbito da diretoria da estatal e se concretizado deve ajudar a empresa a enfrentar as dificuldades provocadas pelas recentes denúncias de corrupção e pelo endividamento. De acordo com fonte envolvida na operação, o projeto faz parte do programa de desinvestimento da companhia, que, até agora, esteve focado na venda de ativos no exterior.
Oi (OIBR4, R$ 5,70, -13,64%)
A companhia fechou como a maior queda da principal carteira teórica da Bovespa nesta segunda. Os principais acionistas da Portugal Telecom SGPS aprovaram hoje o adiamento da assembleia convocada para aprovar a venda dos ativos portuguesas da Oi (OIBR4) à Altice, de acordo com informações da Bloomberg. A assembleia foi adiada para dez dias. De acordo com porta-voz que pediu anonimato para a agência de notícias a reunião chegou a ser interrompida por 5 minutos para que os acionistas avaliassem três propostas de adiamento.
Rafael Mora, vice-presidente do Conselho do grupo de mídia e telecomunicações Ongoing e membro do Conselho da Portugal Telecom SGPS, disse que sua companhia propôs o adiamento da reunião para 22 de janeiro.
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Bancos
Os bancos fecharam a segunda no vermelho na sessão, seguindo o mau humor do mercado e notícia de que a derrocada de Eike Batista “custou caro” aos para estas instituições. De acordo com uma compilação feita pela Folha de S. Paulo, o setor amarga perdas de pelo menos R$ 7,9 bilhões, montante este que equivale a 27% do prejuízo pelo bilionário, atingindo também os fornecedores e compradores de seus títulos de dívida.
O rombo provocado por Eike chegou a R$ 29,2 bilhões, não estando incluída a desvalorização das ações de suas empresas. A Folha destaca o levantamento dos números nas listas de credores e nos balanços das empresas. Apesar do prejuízo, os bancos ainda têm esperanças de recuperar parte do dinheiro, viabilizando alguns projetos. E não há risco sistêmico.
No Ibovespa, o Itaú Unibanco (ITUB4) vê suas ações caírem 2,42%, a R$ 33,93, seguido do Bradesco (BBDC3, R$ 34,40, -1,69%; BBDC4, R$ 34,84, -1,78%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 22,15, -1,73%).
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No caso do banco estatal, destaque ainda para a confirmação de Tarcísio Godoy, secretário-executivo da Fazenda, como novo presidente do conselho de administração do banco, como representante da União. O cargo estava vago desde 2013, quando Nelson Barbosa, atual ministro do Planejamento, deixou a posição.
Educacionais
Depois de um breve respiro, as ações do setor de educação voltaram a cair forte na Bolsa. O movimento foi disparado no início do ano em meio à notícia sobre ajustes no FIES (programa de financiamento estudantil). Hoje, os papéis da Kroton (KROT3, R$ 12,22, -8,40%), Estácio (ESTC3, R$ 17,08, -10,29%), Anima (ANIM3, R$ 22,65, -11,52%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 18,10, -11,32%) despencaram. O Santander cortou sua recomendação para todas as empresas do setor, deixando todas em “manutenção”.
Eletrobras (ELET3, R$ 5,57, 0,00%; ELET6, R$ 7,75, +1,71%)
Os papéis preferenciais da Eletrobras fecharam entre os ganhos do Ibovespa na sessão, mesmo com a informação de que a companhia está com a divulgação de seu plano estratégico 2015-2030 atrasada, mesmo mais de um mês após ter sido aprovado. Não se sabe qual a previsão de investimentos nem a expectativa de ampliação da capacidade instalada de geração e transmissão da companhia. Segundo o Valor Econômico, a companhia disse que ainda não há previsão para a divulgação do plano estratégico nem para o plano diretor de negócios e gestão 2015-2019.
Exportadoras
As ações do empresas com perfil exportador fecharam em alta hoje em meio à valorização do dólar frente ao real. A moeda reage às incertezas do mercado em relação aos próximos passos do Federal Reserve. Destaque para os papéis da petroquímica Braskem (BRKM5, R$ 15,99, +1,91%), além dos frigoríficos, JBS (JBSS3, R$ 10,50, +0,67%) e BRF (BRFS3, R$ 62,29, +0,83%).
HRT (HRTP3, R$ 3,79, -13,47%) e OGX (OGXP3, R$ 0,08, -11,11%)
No fim da semana passada, uma notícia agitou as ações da OGPar e da HRT em que o jornal O Estado de S. Paulo afirmou que as duas empresas estariam estudando uma fusão. Para esclarecer o fato, a OGPar disse nesta segunda-feira (12) que sua comunicação com a HRT restringe-se à discussão de âmbito regulatório sobre possível necessidade de acordo de unitização referente aos campos de Tubarão Martelo e Polvo.
Em nota enviada para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários), a empresa ainda disse que “Eike Fuhrken Batista, acionista da companhia, informou manter diálogos com diversos participantes do mercado acerca de oportunidades de negócio e confirmou ter havido conversas com Nelson Tanure, acionista da HRT, sem, no entanto, ter havido qualquer negociação efetiva a respeito de uma eventual proposta de fusão entre companhias”.
BR Insurance (BRIN3, R$ 2,30, -8,73%)
A BR Insurance fechou em sua sétima sessão seguida de queda, acumulando neste período uma desvalorização de mais de 30%. Com isso, as ações da companhia chegam a perdas de 86% de queda nos últimos doze meses, atingindo assim sua mínima histórica.