Deutsche Bank revisa recomendações e vê ação da OGX a R$ 0,70

Analista reduziu preço-alvo dos papéis OGXP3 em R$ 0,10, reiterando recomendação de venda, enquanto Petrobras teve preço-alvo elevado e HRT teve recomendação reduzida para venda

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SÃO PAULO – O Deutsche Bank revisou a recomendação para as ações do setor de petróleo e petroquímico do Brasil, destacando que segue em cautela com os papéis das companhias nacionais.

Dentre os destaques, o analista Marcus Sequeira diminuiu o preço-alvo para os ativos da OGX Petróleo (OGXP3), passando de R$ 0,80 para apenas R$ 0,70, o que configura um downside de 43,55% em relação ao fechamento da última sexta-feira (7). A recomendação para os ativos é de venda. 

Outra ação que teve o seu preço-alvo diminuído drasticamente foi a HRT Participações (HRTP3), cujo ativo passou de R$ 6,00 para R$ 1,50 – uma queda de 75% e representando um downside de 30% frente ao último fechamento, também com recomendação de venda para os ativos, reduzindo a recomendação em relação à recomendação anterior dos papéis, de manutenção. 

Para as duas companhias, o analista ressalta que elas têm em comum a falta de disciplina fiscal, agravadas pelo fato de que as duas foram colocadas em uma posição bem delicada após não conseguirem ter retornos em suas explorações iniciais. 

Por outro lado, Sequeira elevou o preço-alvo também das ações da Petrobras (PETR3;PETR4), com as estimativas para os papéis PN caindo de R$ 21,00 para R$ 19,00, com recomendação neutra. Para a Petrobras, as perspectivas são mais positivas e já aponta para recuperação. Além disso, as iniciativas tomadas pela companhia, principalmente para a redução de custos no segmento de refino começam a dar frutos. 

“Contudo, nós seguimos com recomendação neutra para os ativos uma vez que ainda vemos uma grande destruição de valor no capex da Petrobras, especialmente no refino, em meio à influência política na companhia”, aponta Sequeira. 

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A Ultrapar (UGPA3) também teve seu preço-alvo revisado para cima, de R$ 28,00 para R$ 31,00, mesmo caso da Braskem (BRKM5), que viu o preço-alvo subir de R$ 15,00 para R$ 19,00.

Apesar de reiterar a recomendação de compra apenas para duas ações do setor – a QGEP (QGEP3) e a Ultrapar (UGPA3) -, o analista reduziu o preço-alvo para as ações da primeira companhia em R$ 1,00, para R$ 16,00.

O analista destaca o novo cenário dos papéis das companhias do setor após a desvalorização da moeda brasileira. Neste ambiente, a Braskem se destaca como a maior beneficiária de um real mais fraco, mas o câmbio não é um dos principais catalisadores para os ganhos e fluxo de caixa da companhia.

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Além disso, a companhia petroquímica se beneficia com as atuações do governo – ao contrário da maior parte das empresas -, mas segue com recomendação neutra por ver que os ativos não estão mais atrativos frente aos pares internacionais. 

Câmbio e as companhias de petróleo
Sequeira avalia que a alta do dólar tem pouco impacto nos níveis operacionais da Petrobras , principalmente porque a gasolina e o diesel são cotados em moeda local. Porém, a companhia mista possui uma posição devedora elevada em dólar, mas avalia que a recente captação de US$ 11 bilhões da companhia no exterior não deve mudar a situação da empresa de forma significativa. 

Por outro lado, a OGX possui a terceira maior exposição em dívida em dólar dentre as empresas do grupo e deve perder com o pagamento de títulos semestrais, com impacto negativo no caixa. A empresa do grupo EBX possui uma dívida de mais de R$ 200 milhões com vencimento em janeiro de 2014. “Dada a situação da empresa, damos uma baixa probabilidade de que a dívida será rolada”, aponta.

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Por outro lado, a QGEP apresenta maior proteção em um cenário de inflação mais elevada, também apresentando mecanismos de hedge para proteger parte do investimento.  

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.