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SÃO PAULO – Afirmando que aspectos externos devem continuar a ser os principais drivers para a performance do câmbio no Brasil, os analistas do Deutsche Bank acreditam que o adiamento do IPO (Oferta Inicial de Ações, na sigla em inglês) da Petrobras (PETR3, PETR4) deverá ter impacto mínimo no desempenho da moeda brasileira.
“Nós acreditamos que a balança de pagamentos é saudável o suficiente para absorver essa surpresa sem impacto signficativo no real”, afirmam Geraint Jones e Guilherme Marone, que assinam o relatório divulgado nesta quinta-feira (24).
Impacto no real
Os dois estimam que dos US$ 25 bilhões da oferta, aproximadamente US$ 10 bilhões podem representar influxo de câmbio líquido. Examinando o impacto do preço do real, a equipe chega a dois episódios específicos que o impacto seria de depreciação de aproximadamente 9% na cotação. Já a com a análise de dados históricos dos últimos três anos, os analistas chegam a uma depreciação menor, de 5%.
“Esse resultado, aliado ao fato de que o fluxo não deve simplesmente desaparecer, mas só ser adiado, nos sugere que o impacto sobre o real deve ser mínimo”, explicam os analistas, que mantêm o viés positivo para a posição em moeda brasileira.