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SÃO PAULO – “As commodities vão lutar para encontrar uma referência nos próximos meses, na medida em que o euro mais valorizado deve ser compensado pela perspectiva de crescimento global mais fraco”, afirma o Danske Bank, tentando prever os próximos passos das commodities, após interpretar a recente desvalorização do petróleo e dos metais como uma correção “saudável” do mercado.
Para justificar a opinião do banco, os analistas Arne Lohmann Rasmussen e Christin Tuxen escolheram cinco pontos principais que fundamentaram a queda nos preços.
Queda na demanda por gasolina
O primeiro deles diz respeito à insustentabilidade do barril de petróleo ao redor dos US$ 130,00, o que foi confirmado pela queda de demanda por gasolina nos EUA quando o preço do do galão aproximou-se dos US$ 4,00. “Além disso, a notícia da morte de Osama Bin Laden catalizou o sell-off”, completou a dupla.
Realização de posições
Em segundo lugar, houve uma tendência de liquidação de posições assumidas durante a crise no oriente Médio e Norte da África desde começo de 2011, que um dado momento desencadeou um movimento de vendas crescente no mercado, forçando alguns investidores inclusive a realizar prejuízos.
Desvalorização do euro
Além disso, o mercado decepcionou-se com o fato do BCE (Banco Central Europeu) não ter confirmado a elevação do juro básico para junho, contrariando os sinais dados por Jean-Claude Trichet, presidente da instituição. Isto levou à desvalorização do euro e fortaleceu o domínio do dólar nas operações com commodities.
Perspectiva de aperto futuro
“Nós acreditamos que o mercado esteve desajustado com fundamentos, tanto com petróleo quanto em metais. Particularmente, o ciclo de alta foi caracterizado pela valorização das commodities, mais em função da perspectiva futura de aperto na relação entre oferta e demanda, do que na atual”, explicam os analistas, atribuindo à esta questão a quarta justificativa para a volatilidade recente.
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Economia em desaceleração
Por fim, o quinto motivo para o sell off das commodities está nos dados recentes da produção industrial na China e nos EUA, que indicam que a economia global irá entrar em um período de crescimento econômico mais tímido nos próximos meses, acompanhado consequentemente de um arrefecimento da demanda.