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SÃO PAULO – Em uma terça-feira agitada pelo noticiário corporativo e com à expectativa da divulgação da pesquisa eleitoral Ibope, com o mercado de olho, em especial, no impacto da entrada de Marina Silva na corrida à presidência, as ações das estatais são os principais destaques do dia.
Os papéis da Petrobras (PETR3; PETR4) mostram forte volatilidade, assim como o Ibovespa. Depois de terem subido mais de 2%, os papéis da petrolífera divergem entre poucos ganhos e perdas nesta tarde. As ações das demais estatais da Bovespa, que têm mostrado forte sensibilidade ao cenário eleitoral, seguiam em alta: Eletrobras (ELET3, R$ 7,42, +1,23%; ELET6, R$ 7,42 +11,97%) e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 31,44, +0,64%). Essa é a sétima alta em nove sessão das ações da Eletrobras e Banco do Brasil.
Além das estatais, ganha destaque hoje a disparada em poucos minutos das ações da Oi (OIBR4), construtoras e empresas exportadoras de carne, como JBS (JBSS3) e Marfrig (MRFG3). Do lado negativo do Ibovespa, as ações da Cemig (CMIG4) seguem como a maior queda do dia, repercutindo o corte de recomenda pelo JPMorgan.
Confira os principais destaques da Bolsa:
Construtoras
Dando sequência a alta de ontem, os papéis das construtoras seguem em ganhos hoje. Destaque para as ações da Rossi (RSID3, R$ 1,34, +3,08%), Gafisa (GFSA3, R$ 3,39, +2,42%) e MRV Engenharia (MRVE3, R$ 8,55, +2,40%), que subiam mais de 2% nesta tarde. Os papéis acompanham a desaceleração dos juros futuros, influenciados por dados mais fracos de crédito, do Banco Central. Em resumo, a desaceleração do crédito em 12 meses e maior participação dos bancos públicos, veio em linha com as expectativas, enquanto a inadimplência se manteve constante com tendência de alta muito gradual nos próximos meses, disse a Guide Investimentos. Para a corretora, a cautela na concessão de crédito contribui para isso.
Frigoríficos
As ações da JBS (JBSS3, R$ 9,71, +3,08%) e Marfrig (MRFG3, R$ 7,00, +2,34%) seguem a sessão entre as maiores altas do Ibovespa. No radar das empresas, segue o encontro de hoje entre os presidentes da Rússia e Ucrânia que devem se reunir na Bielorrussia. Segundo o analista Elad Revi, da Spinelli, a Rússia é um importante mercado para as exportadoras de carne brasileiras e já apresenta uma importante fatia para essas empresas. “Qualquer decisão pode influenciar os papéis das exportadoras”, disse.
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Vale mencionar que as sanções impostas à Rússia pela União Europeia e países do ocidente, beneficiaram as exportadoras pois aumentaram essa parcela do mercado para as brasileiras.
Petrobras (PETR3; R$ 20,79, +0,19%; PETR4, R$ 22,11, +0,32%)
Depois de subir mais de 2% hoje, virarem para queda, as ações da Petrobras voltam a ter leve alta nesta terça-feira. Como pano de fundo, os papéis da empresa mostram volatilidade enquanto aguardam a divulgação do Ibope, que deve acontecer ainda nesta terça-feira. O mercado especula que Marina Silva (PSB) deve subir forte nas próximas pesquisas e diminuir a diferença sobre Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno.
Nesta tarde, a coluna Radar, da Veja, informou que o Ibope mostrará Dilma entre 31% e 32%, Marina entre 27% e 28%, e Aécio entre 18% e 20% no primeiro turno. Já no segundo turno, a candidata do PSB aparecerá com dois dígitos à frente de Dilma. Entretanto, o Ibope informou em sequência que esses números eram apenas especulações e que a pesquisa ainda não havia sido concluída.
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Com a alta de hoje, os papéis ordinários da estatal renovam máxima desde novembro de 2012, enquanto os preferenciais atingem maior patamar desde março de 2012. As ações ONs e PNs acumulam sua sexta alta em oito pregões. Somente ontem os papéis subiram mais de 5%.
Cemig (CMIG4, R$ 19,01, -4,76%)
A Cemig teve sua recomendação rebaixada pelo JPMorgan. O banco de investimentos revisou a classificação de neutra para underweight (desempenho abaixo da média), com preço-alvo para os próximos três meses de R$ 18 – abaixo do preço de fechamento de R$ 19,96 dos papéis ontem.
No radar da empresa segue a notícia que o STJ (Supremo Tribunal de Justiça) retomou o mandato de segurança impetrado pela Cemig GT com objetivo de anular a decisão do Ministério de Minas e Energia que indeferiu o pedido da empresa para prorrogação do prazo de concessão da Usina de Jaguara. No STJ, o julgamento está empatado em dois votos. Segundo a Planner Corretora, ao longo do processo decisório, qualquer declaração de voto, para um lado ou para o outro pode ensejar alguma reação do mercado. De acordo com fonte do governo, derrubada da liminar concedida para que a Cemig permaneça no controle da Usina de Jaguara, explorando sua concessão, seria possível acelerar os procedimentos para o leilão, mesmo que a Cemig entre com recurso.
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Para a Planner, é importante acompanhar o julgamento de Jaguara, uma vez que ele pode nortear as decisões futuras sobre as concessões de São Simão (que vencerá em janeiro do ano que vem) e Miranda (que vence em dezembro de 2016).
Educadoras
As ações das empresas do setor de educação sobem neste pregão, reagindo ao anúncio de que o Ministério Público abriu um crédito extraordinário de R$ 5,4 bilhões para financiamento estudantil, segundo informações publicados no Diário Oficial. Chama atenção as ações da Estácio (ESTC3, R$ 28,16, +2,77%). Além de Kroton (KROT3, R$ 64,90, -0,14%) e Ser Educacional (SEER3, R$ 25,68, -0,31%), que chegaram a subir no início do pregão e viraram para queda.
Telefônica Brasil (VIVT4, R$ 43,92, -0,45%) e TIM (TIMP3, R$ 11,46, +1,06%)
As ações da Telefônica Brasil seguem entre as maiores perdas do Ibovespa, enquanto os papéis da TIM operam com leve alta, chegando a cair quase 1% no intraday. No radar delas, segue a notícia de que a Telefónica, controladora da Vivo, avalia subir oferta pela GVT para até 8 bilhões de euros, disseram fontes à Bloomberg. Segundo a pessoa, o conselho da companhia iria se reunir nesta quinta-feira, 28, e fará a proposta antes da Telecom Italia.
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Há duas semanas, a Telecom Italia, dona da TIM, confirmou seu interesse em adquirir a GVT, rivalizando com a oferta inicial de 6,7 bilhões de euros feita pela espanhola Telefónica. Segundo reportagem da Bloomberg de dois domingos atrás, a companhia italiana estaria se preparando para oferecer até 7 bilhões de euros – o que ficaria abaixo da segunda oferta da Telefónica.
Vale (VALE3, R$ 31,74, -0,10%; VALE5, R$ 27,60, -0,36%)
As ações ordinárias da Vale caem pelo quarto pregão consecutivo nesta terça-feira, acumulando no período perdas de cerca de 2,5%. Já as preferenciais recuam pelo terceiro dia (-2,5%). O movimento segue a queda do preço do minério de ferro, que atigiu hoje US$ 89 a tonelada, menor nível desde setembro de 2012, praticamente dois anos. Segundo a XP Investimentos, a Vale deve seguir pressionada. No mesmo horário, os papéis da Bradespar (BRAP4, R$ 17,90, -0,56%), holding que detém participação na mineradora, também caíam.
Oi (OIBR4, R$ 1,28, +5,79%)
As ações preferenciais da Oi dispararam 7% em cerca de 10 minutos nesta terça-feira (26) e chegaram a atingir valorização máxima de 8,26%, sendo cotadas a R$ 1,31. Os papéis da operadora de telefonia começaram a subir mais forte a partir das 11h55 (horário de Brasília) deste pregão.
No exterior, as ações da Portugal Telecom, que está em processo de fusão com a Oi, também arrancaram por volta do mesmo horário e registravam alta de 6,88%, a R$ 1,46, na Bolsa de Lisboa, em Portugal.