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SÃO PAULO – O Departamento do Trabalho dos EUA divulgou há pouco os índices relativos à taxa de desemprego e ao número de postos de trabalho criados, para o mês de abril. A taxa de desemprego em abril ficou em 6%, acima das expectativas do mercado, que ficavam em torno de 5,8%. Essa taxa registra o maior desemprego desde meados de 1994 nos EUA.
O número de postos de trabalho, ou nonfarm payrolls, apresentou crescimento de 43 mil, contra expectativa de criação de 58 mil postos de trabalho. Apesar de apresentar resultado abaixo da previsão, obteve melhor desempenho do que no mês de março, quando foi registrada queda de 21 mil postos de trabalho.
Empresas continuam cautelosas
Segundo analistas, o desemprego histórico que foi observado em abril foi conseqüência do início da recuperação da economia norte-americana. Parte da população, que havia desistido de se empregar, passou a acreditar que teria uma chance, indo em busca de novas oportunidades. O montante de mão-de-obra disponível cresceu, aumentando assim a proporção de desempregados.
Já quanto taxa de novos postos de trabalho, o número veio abaixo das expectativas pela incerteza das empresas. Apesar da suposta retomada da economia, as empresas continuam cautelosas, preferindo pagar horas-extras a contratar novos empregados. O acréscimo foi devido, em sua maioria, por empregos temporários em companhias de prestadoras de serviço.
Metodologia dos índices
A taxa de desemprego, ou unemployment rate, estima a taxa de desemprego através de uma pesquisa feita em quase 60.000 residências. Por sua vez, o nonfarm payrolls indica o número de empregos gerados na economia, com exceção dos empregos do setor agropecuário. A pesquisa é feita em cerca de 375.000 empresas e é um importante índice para o mercado financeiro.