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SÃO PAULO – O desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil atingiu em junho seu nível mais baixo desde março de 2002, após cair 0,8 ponto percentual em relação ao mês anterior e atingir a taxa de 9,4% da PEA (População Economicamente Ativa), segundo revela a Pesquisa Mensal de Emprego divulgada nesta quinta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No confronto com igual período de 2004, a redução da taxa chega a 2,3 pontos percentuais, uma vez que em junho de 2004 ela estava em 11,7%.
A pesquisa revela também que, no mês passado, a queda do nível de desemprego foi conseqüência do menor número de pessoas procurando trabalho. Assim, a população ocupada não se alterou no período, permanecendo em um total estimado de 19,8 milhões de empregados na somatória de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre e Recife.
SP registra estabilidade e Recife tem maior queda
Entre todas as seis regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE, apenas São Paulo não registrou retração na taxa de desocupação em junho, mantendo-a estável em 10,5%. Já Recife e Rio de Janeiro protagonizaram as quedas mais significativas diante dos resultados de maio. Na capital pernambucana, a variação foi de -3,2 pontos percentuais, de 12,8% para 9,6%; e no Rio o indicador caiu 1,6 ponto percentual, de 8,5% para 6,9%, o menor nível apurado pela sondagem.
As demais localidades que integram o estudo apresentaram oscilações mais discretas nos níveis de desemprego. Em Salvador houve diminuição de 15,9% para 14,7%, insuficiente para retirá-la da posição de capital com maior proporção de desocupação, enquanto Porto Alegre verificou alteração de 7,7% para 7,1%, perdendo o posto de cidade pesquisada com menor incidência de desemprego. Belo Horizonte, por sua vez, teve baixa de 8,9% para 8,5%.
Considerando a comparação com igual período do ano passado, Recife mais uma vez registra a queda mais intensa, de 3,4 ponto percentual. Nas demais regiões metropolitanas, as reduções sobre junho de 2004 vão de 0,2 ponto percentual, em Salvador, até 2,8 pontos percentuais, em São Paulo. Em Belo Horizonte e Rio de Janeiro a retração foi de 2,0 pontos percentuais, e em Porto Alegre, de 2,4 pontos percentuais.
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Contratações aumentaram só diante de 2004
Como a diminuição do nível de desemprego em junho, diante de maio, decorreu da menor procura por vagas de trabalho, em nenhum setor da economia houve grande volume de contratações na passagem entre os dois meses.
Já sobre o mesmo período de 2004, a queda de 2,3 pontos percentuais da desocupação sofreu influência considerável da geração de postos profissionais, principalmente das admissões realizadas pela indústria, que no último ano aumentou seu contingente de mão-de-obra em 4,5%, com 153 mil novos funcionários no total das seis regiões metropolitanas. Vale dizer que a indústria é responsável por 17,8% da População Ocupada (PO).
Outros segmentos de peso no mercado de trabalho, contudo, como comércio, que tem 19,4% da PO, e serviços prestados à empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira, responsáveis por 13,4% da PO, não apresentaram variação nem mesmo nesta base comparativa anual, mantendo o mesmo número de trabalhadores verificado em 2004.
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Considerando a categoria dos empregos, as vagas formais, com carteira de trabalho assinada, aumentaram 6,6% em um ano e passaram a responder por 40,4% do total da população ocupada nas regiões analisadas pelo IBGE. Representando 15,7% da PO, os postos de trabalho informal ficaram estáveis diante de junho de 2004, mesmo comportamento notado entre os profissionais autônomos.
A Pesquisa Mensal do Emprego revela também que os homens continuam com a maioria do mercado de trabalho. Os trabalhadores respondem por 56,1% do total, deixando as mulheres com 43,9%.