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SÃO PAULO – Em janeiro não houve alterações significativas na taxa de desemprego japonesa. Depois do anúncio de que a produção industrial de janeiro havia crescido 2,1%, superando, assim, as expectativas do mercado, que apontavam para um avanço de 1,5% no mês, os mais otimistas acreditavam que os dados de janeiro para o desemprego poderiam indicar queda.
Porém, não foi isso que aconteceu, e segundo informou o gabinete de governo nesta terça-feira, dia 1 de março, a taxa de desemprego da economia japonesa ficou em 4,5% no mês de janeiro. A taxa fica ligeiramente acima daquela registrada em dezembro, que foi de 4,4%, mas abaixo da média do ano passado, que foi de 4,7%.
Total de desempregados caiu
Em janeiro, o número de desempregados era 2,96 milhões, número que aponta recuo de 270 mil no total de pessoas desempregadas na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Vale lembrar que do total de desempregados, cerca de 24%, ou 720 mil pessoas. Em janeiro do ano passado, a parcela dos desempregados que havia sido demitida era maior, de 29,4%, o que equivale a 950 mil pessoas. Mais ainda, janeiro marca o 20o. mês consecutivo em que o total de desempregados cai no Japão.
Por sua vez, na comparação com janeiro de 2004 cerca de 400 mil pessoas a mais conseguiram uma posição no mercado de trabalho, de forma que o total de empregados subiu para 62,61 milhões. O crescimento se deu, sobretudo, entre os autônomos e donos de negócios familiares.
Perspectivas são favoráveis
O resultado foi bem recebido pelo Ministro da Economia e de Política Fiscal japonês, Heizo Takenaka, que acredita que os dados de desemprego venham confirmar que a segunda maior economia mundial estaria começando a se recuperar.
O maior otimismo do Ministro reflete o fato de que, apesar da taxa ter ficado estável, houve crescimento do número de postos de trabalho, com a criação de 470 mil novas posições em janeiro. Outro relatório sobre a situação do mercado de trabalho japonês constatou que havia 91 postos de trabalho disponíveis para cada 100 pessoas que procuravam colocação.
Na visão de Takenaka, o avanço da produção anunciado no início da semana sugere que, logo que as empresas japonesas se derem conta de que é financeiramente mais atrativo contratar trabalhadores por tempo integral, a situação do desemprego no Japão deva melhorar.