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SÃO PAULO – O desconto de 50% no valor das entradas em eventos culturais e esportivos para estudantes pode estar afugentando as pessoas que não estudam dos cinemas e teatros.
Para o presidente da Feneec (Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas), Ricardo Difini, a carteira de estudante é um dos principais responsáveis pelo alto valor cobrado na entrada inteira.
Atualmente, 75% do público dos cinemas brasileiros pagam meia entrada, sendo que o preço médio é de R$ 8. Para Difini, esse valor não é alto, o que é alto é o preço cobrado pela inteira. Ele também explica que, se um cinema cobra R$ 16 pela entrada, sendo a meia R$ 8, o dono nunca irá receber o valor inteiro, mas em média R$ 11.
“No Brasil cinema é lazer para jovens, estudantes e ricos”, ressalta Difini, que critica o fato de que muitas pessoas que não necessitam do desconto utilizam a carteira: “se fosse uma lei para estudante de escola pública, seria justo”.
Desconto menor
Para o presidente da Federação, uma solução para evitar prejuízos e preços altos seria diminuir o valor do desconto para quem apresenta a carteira de estudante. Ele considera que, em vez de ser 50%, o abatimento deveria ser de 25%.
“Se aumentar o número de meias entradas, aumentará o valor da inteira. Esse desconto prejudica todo mundo, cliente e empresário”, afirma.
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Difini cita como exemplo a cidade de Porto Alegre, que concede desconto de 10% nos fins de semana, e 50% de segunda a quinta-feira, os dias mais ociosos. Segundo ele, a capital gaúcha possui o menor índice de documentos falsos no país.
Ele também lembra que, no Rio Grande do Sul, a meia-entrada é considerada inconstitucional, e, por isso, o estado possui o menor valor de entrada inteira.