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SÃO PAULO – Mesmo sem gerar uma reação tão forte quanto as descobertas de Guará e Carioca, o anúncio da confirmação de uma nova jazida no pré-sal da Bacia de Santos foi recebido com ânimo pelos analistas.
Divulgada pela Petrobras (PETR3, PETR4) na última terça-feira (14), a descoberta foi denominada de Iguaçu e está localizada na área de avaliação do poço de Carioca, em lâmina d’agua de 2.140 metros e profundidade de 4.900 metros.
A exploração do bloco é feita pelo consórcio formado pela Petrobras (operadora e com participação de 45%), pela BG Group (participação de 30%) e pela Repsol (participação de 25%). “É importante ressaltar o fato de que a BG Group novamente faz parte do consórcio explorador, reiterando os interesses da empresa em acelerar os investimentos na região do pré-sal”, observa a Link Investimentos.
Positivo para a Petrobras…
Embora a estatal não tenha fornecido maiores detalhes sobre o volume potencial da reserva, os analistas interpretam a notícia como positiva. “O anúncio feito nesta sessão é definitivamente positivo para a Petrobras e provavelmente contribui para a possibilidade do volume do bloco BM-S-9 ser anunciado em breve”, avaliam os analistas da Itaú Corretora.
No mesmo sentido, a Link acredita que a continuidade das descobertas comprova o elevado potencial do bloco, que ainda não teve a capacidade de exploração verificada. Para completar a lista de fatores positivos, a Ativa Corretora ressalta também o fato do petróleo ser leve.
… mas com ressalvas
Apesar da opinião positiva em relação à notícia, os analistas ressaltam que ela não ofusca os pontos negativos relativos à Petrobras no curto e médio prazo. “Nós acreditamos que uma grande parte do pré-sal da Bacia de Santos leiloado já está precificado”, alerta o Itaú, reiterando a recomendação de sector-perform (performance em linha com a média) para os papéis da estatal.
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No mesmo sentido, a Link mantém a recomendação neutra para a ação da Petrobras, destacando como principais motivos o atual cenário macroeconômico e o elevado plano de investimentos.
Fatos mais importantes
Por fim, os analistas da Banif, que recomendam compra para os papéis da estatal, acreditam que a notícia da descoberta é neutra para a Petrobras, alertando para fatores mais importantes. “Ainda acreditamos que os principais triggers para o papel sejam o marco regulatório do pré-sal, os preços do petróleo e os preços dos combustíveis no mercado interno”, conluem.