Desaceleração na China pressiona e ações de Vale e MMX caem forte

Mineradoras internacionais também são afetadas, assim como as siderúrgicas; todo o setor tem queda superior à do Ibovespa

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SÃO PAULO – Números fracos sobre a atividade industrial nos principais mercados globais pressionam as ações de empresas de mineração e siderurgia. Todas as empresas desses setores mostram desempenhos piores que o Ibovespa, com destaque para os papéis da CSN (CSNA3), cuja desvalorização chega a 2,44%, aos R$ 12,78, segundo dados das 11h20 (horário de Brasília).

Pedro Paulo, economista da TOV, explica que os números divulgados sobre a indústria decepcionaram nesta manhã. “O mercado está melhor do que já esteve há algumas semanas, mas a expectativa em relação à recuperação econômica ainda é de cautela”, alerta.

China pisa no freio
O economista diz que a principal frustração ficou por conta da China. O HSBC divulgou nesta manhã uma ligeira melhora no PMI (Purchasing Manager’s Index) da manufatura do país, que passou de 47,6 em agosto para 47,8 em setembro, mas o número abaixo de 50 indica contração. Assim, a atividade industrial chinesa está em contração pelo 11° mês consecutivo, segundo dados prévios.

Entre os cinco dados que compõem o índice, a produção industrial foi a única a marcar queda. Ao passar de 48,2 para 47,0, o indicador atingiu a mínima em dez meses. As principais mineradoras internacionais também são afetadas. Em Londres, a Rio Tinto vê suas ações caírem 2,86%, enquanto a BHP Billiton amarga perdas de 2,33%, já que uma economia global mais fraca significa menos demanda por produtos como aço e minério de ferro.

Desempenho das mineradoras e siderúrgicas
Empresa Ação Variação Preço Variação máxima
Vale VALE3  -1,69% R$ 38,44  -2,05%
Vale VALE5  -1,64% R$ 37,21  -2,09%
Bradespar BRAP4  -1,58% R$ 29,87  -2,14%
MMX MMXM3  -1,96% R$ 5,51  -3,74%
Usiminas USIM3  -1,11% R$ 13,34  -2,30%
Usiminas USIM5  -1,31% R$ 11,32  -2,27%
CSN CSNA3  -2,44% R$ 12,78  -2,98%
Gerdau GGBR4  -1,14% R$ 19,99  -2,13%
Ibovespa –  -0,96% 61.058  -1,05%

EUA e Europa também com sinais ruins
Nos EUA o indicador Philadelphia Fed Index mostrou uma contração menor que a esperada em setembro. A queda de 1,9 foi inferior aos 4 esperados pelo mercado. No entanto, a Markit Economics divulgou que a produção industrial norte-americana cresceu ao menor ritmo três anos no mês, levando a média do PMI entre julho a setembro ao pior desempenho desde o terceiro trimestre de 2009.

Já na Europa o mesmo instituto mostrou a maior contração do índice composto, que compila números de serviços e manufatura, desde junho de 2009. Para o analista-chefe da Markit, Chris Williamson, isso indica que o PIB (Produto Interno Bruto) da Zona do Euro deverá contrair 0,6% neste terceiro trimestre, o que irá configurar uma recessão técnica.