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SÃO PAULO – As incertezas quanto à magnitude do desaquecimento da economia norte-americana e seus impactos sobre o consumo da população do país devem penalizar os mercados emergentes dependentes das exportações de commodities, acredita o banco de investimentos Credit Suisse.
Na América Latina, este efeito pode ser ainda mais acentuado. Os lucros e as contas fiscais dos países da região têm forte dependência da exportação destes produtos. O maior penalizado deve ser o México, uma vez que mais de 80% de suas vendas ao exterior têm por destino os EUA.
Em termos reais, as expectativas do banco suíço são de que o PIB (Produto Interno Bruto) mexicano avance 2,9% este ano e 3,4% no próximo, números estes que já incorporam um cenário de desaceleração da maior economia do mundo.
Para o Brasil, as projeções são de crescimento de 4,7% em 2007 e 4,8% em 2008. Na América Latina em geral, o Credit Suisse estima evolução econômica de, respectivamente, 5,1% e 4,5%.
Emergentes asiáticos e europeus
Na Ásia (excluindo o Japão), as projeções de crescimento em 2008 foram revisadas para baixo, agora em 8,1%. A economia dos emergentes desta região deverá caminhar no compasso dos EUA, porém, a desaceleração dos países asiáticos deve ser moderada, a não ser que o consumo dos norte-americanos experimente uma fortíssima queda.
Apesar deste cenário, o Credit Suisse não abandona a percepção de que os fundamentos para estas economias permanecem sólidos.
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Dentre os emergentes europeus, os impactos de um desaquecimento nos EUA se manifestarão em diferentes escalas. Em suma, os exportadores de petróleo serão os mais prejudicados.
Apesar de sua exposição aos preços do petróleo, a Rússia deve ser amparada pelos investimentos em infra-estrutura, sobretudo em setores públicos da atividade econômica do país, como petróleo, energia e transporte. Já na Turquia, as fortes exportações têm sustentado um elevado nível de atividade industrial, que tende a acompanhar a desaceleração econômica dos EUA.