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SÃO PAULO – O processo de formação dos preços de combustíveis no Brasil pode ser apurado em CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), segundo afirmou o deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), durante a audiência pública sobre a política de preços dos combustíveis, que aconteceu nesta terça-feira (1).
O presidente da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes, Paulo Miranda Soares, negou que haja um cartel entre os postos.
“Devemos ser o setor mais fiscalizado do País. Se há algum indício de formação de cartel, ele com certeza é algo isolado”, argumentou Soares, segundo a Agência Câmara.
O presidente da federação ainda afirmou que os preços dos combustíveis são parecidos em todo o mundo e criticou a forma como o governo cobra impostos do setor.
Exigências
Durante a audiência, representantes de distribuidoras de álcool cobraram a criação de uma política específica para o setor de combustíveis.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e Lubrificantes, Alísio Vaz, a falta de uma política específica refletiu no preço do álcool, lembrando que o combustivel subiu 121% entre janeiro e abril deste ano.
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Em relação à gasolina, há uma política pública para os preços, já que o Brasil não segue os preços internacionais do petróleo.
Para o representante do Movimento contra a Cartelização dos Combustíveis do Distrito Federal, Charles Guerreiro, deveria haver a implantação de estoques reguladores de combustíveis, o que poderia, segundo ele, evitar o aumento de preços.