Depois do Credit, Citi corta recomendação do Itaú e move BB para “alto risco”

Além da recomendação, analistas cortaram preço-alvo do Itaú e Bradesco em 25%; BB, em 23%; e Santander (único com recomendação de venda), em 15%

Publicidade

SÃO PAULO – Depois do Credit Suisse cortar na terça-feira (13) a recomendação dos quatro principais bancos brasileiros, o Citi rebaixou hoje a recomendação do Itaú Unibanco (ITUB4) para neutra, enquanto moveu o Banco do Brasil (BBAS3) para “alto risco”, embora a recomendação permaneça em neutra. Os analistas revisaram para baixo as estimativas de lucro por ação das instituições em 2016 e 2017. 

Além da recomendação, o Citi cortou o preço-alvo das ações para os próximos 12 meses de todos os quatro bancos de sua cobertura: o target do Itaú Unibanco e Bradesco (BBDC3; BBDC4) foi cortado em 25%; do BB, em 23%; e do Santander (SANB11), em 15%. O preço-alvo do Itaú passou de R$ 39,09 para R$ 29,50; Bradesco PN, de R$ 32,08 para R$ 24,00; BB, de R$ 23,50 par R$ 18,00; e Santander, de R$ 10,25 para R$ 8,75. 

Apesar do corte menor no preço-alvo do Santander, o banco é o único que segue com recomendação de venda pelo Citi, visto como o mais “sobreavaliado”. Segundo a equipe de análise do banco, composta por Daniel Abut, Juan Arandia, Nicolas Riva e Carlos Rivera, a revisão do Santander reflete um elevado custo de capital próprio e baixa expectativa de lucro por unit para 2016 e 2017. 

Dada a continuidade da fraqueza macroeconômica no Brasil, o Citi prevê um aumento para todos os quatro bancos de sua cobertura nas provisões para devedores duvidosos. 

Para Itaú e Bradesco, os analistas apontam que as práticas adotadas nos últimos 3 a 4 anos podem proteger os ativos de qualidade, mas a alta das provisões para devedores duvidosos terá um ciclo mais longo.

Como garimpar boas ações? Deixe seu email e descubra uma forma tão simples que até um menino de 10 anos consegue usar!

Continua depois da publicidade