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SÃO PAULO – Depois do Credit Suisse cortar na terça-feira (13) a recomendação dos quatro principais bancos brasileiros, o Citi rebaixou hoje a recomendação do Itaú Unibanco (ITUB4) para neutra, enquanto moveu o Banco do Brasil (BBAS3) para “alto risco”, embora a recomendação permaneça em neutra. Os analistas revisaram para baixo as estimativas de lucro por ação das instituições em 2016 e 2017.
Além da recomendação, o Citi cortou o preço-alvo das ações para os próximos 12 meses de todos os quatro bancos de sua cobertura: o target do Itaú Unibanco e Bradesco (BBDC3; BBDC4) foi cortado em 25%; do BB, em 23%; e do Santander (SANB11), em 15%. O preço-alvo do Itaú passou de R$ 39,09 para R$ 29,50; Bradesco PN, de R$ 32,08 para R$ 24,00; BB, de R$ 23,50 par R$ 18,00; e Santander, de R$ 10,25 para R$ 8,75.
Apesar do corte menor no preço-alvo do Santander, o banco é o único que segue com recomendação de venda pelo Citi, visto como o mais “sobreavaliado”. Segundo a equipe de análise do banco, composta por Daniel Abut, Juan Arandia, Nicolas Riva e Carlos Rivera, a revisão do Santander reflete um elevado custo de capital próprio e baixa expectativa de lucro por unit para 2016 e 2017.
Dada a continuidade da fraqueza macroeconômica no Brasil, o Citi prevê um aumento para todos os quatro bancos de sua cobertura nas provisões para devedores duvidosos.
Para Itaú e Bradesco, os analistas apontam que as práticas adotadas nos últimos 3 a 4 anos podem proteger os ativos de qualidade, mas a alta das provisões para devedores duvidosos terá um ciclo mais longo.
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