Publicidade
SÃO PAULO – Depois de uma seqüência de três valorizações, o dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira (22), com analistas afirmando que a valorização recente da divisa teria sido exagerada.
A percepção é de que a intensidade dos temores em relação ao futuro do juro nos EUA, deflagrados pelo discurso de Ben Bernanke, presidente do Fed, na segunda-feira, não se justifica. A reunião da entidade acontece na próxima semana.
Além disso, a queda do rendimento dos Treasuries, títulos do Tesouro norte-americano, também contribuiu para o movimento da moeda nesta quarta-feira.
BC volta a comprar dólares no mercado à vista
Mantendo sua rotina diária, o Banco Central voltou a comprar dólares no mercado à vista nesta quarta-feira e, segundo operadores de mercado, teria aceitado 9 propostas, com taxa de corte a R$ 2,1545.
Dólar comercial interrompe trajetória e sobe
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,1500 na compra e R$ 2,1530
na venda, forte baixa de 0,92% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,2800, representando um ágio de 6,05%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta queda, o
dólar acumula valorização de 0,56% em março, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
Continua depois da publicidade
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 7,32%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.159,
forte baixa de 1,05% em relação ao fechamento
de R$ 2.182
Continua depois da publicidade
da última terça-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em forte baixa de 1,15%,
atingindo R$ 2.175 frente
à R$ 2.200 do fechamento de
ontem.
Já o dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F, fechou esta sessão cotado a R$ 2,1550.
Continua depois da publicidade
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 4,15% para maio de 2006, alta de 0,04 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2007, encerrou a 4,65%, alta de 0,02 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.