Depois de subir 1,75%, GNV fica 4,22% mais caro

Segundo a ANP, destaques foram para Nordeste e Sudeste. Por Estados, maiores aumentos vieram do Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – O consumidor desembolsou a mais, novamente, na hora de abastecer o carro com gás natural veicular (GNV). Depois do aumento de 1,75%, na média nacional, registrado no preço do metro cúbico vendido na semana encerrada em 05 de maio, houve um novo encarecimento registrado nos sete dias findos no dia 12 do mesmo mês: de 4,22%, na média Brasil.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP), postos brasileiros vendiam o metro cúbico a R$ 1,279, valor que passou para R$ 1,333. Os encarecimentos foram preconizados há cerca de um mês pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), por conta de um aumento de preço que seria empregado às distribuidoras pela Petrobras.

À época, a entidade estimou que, a partir de 1º de maio, o consumidor passaria a pagar até 16% a mais pelo produto. Com as altas acumuladas, a “inflação do GNV” já está em 5,97%, o que dá uma margem de mais 10% de aumento, caso as expectativas se confirmem.

Nordeste

Analisando por regiões, o aumento foi puxado pelo Nordeste (6,93%) e Sudeste (5,37%). As demais, Norte, Sul e Centro-Oeste tiveram no conjunto os preços praticamente estáveis, com leve queda de 0,32% e 0,06%, respectivamente.

Dentro do Nordeste, quase todos os Estados, exceto Ceará, onde o valor ficou estável em R$ 1,390 pelo metro cúbico, passaram a cobrar mais do consumidor. O destaque foi para o Rio Grande do Norte, com 13,43%. Veja, na lista abaixo, as unidades nordestinas que tiveram alta de preço:

Levantamento de preços(*)
EstadoAté 05 de maioAté 12 de maioVariação
AlagoasR$ 1,492R$ 1,5916,64%
BahiaR$ 1,414R$ 1,5126,93%
ParaíbaR$ 1,626R$ 1,7054,86%
PernambucoR$ 1,457R$ 1,5657,41%
Rio Grande do NorteR$ 1,378R$ 1,56313,43%
SergipeR$ 1,485R$ 1,5131,89%

Fonte: ANP
* Por metro cúbico

Rio de Janeiro

No Sudeste, o destaque foi o Rio de Janeiro. No Estado, os preços aumentaram 9,50%, passando de R$ 1,169 para R$ 1,280. No Espírito Santo (0,67%) e em Minas Gerais (0,27%) as altas foram mais sutis, enquanto que, em São Paulo, na contramão da tendência, o motorista pagou 0,43% a menos pelo produto.

A Abegás havia previsto que, na região, os valores ficariam maiores a todos os consumidores. Contudo, a Associação Brasileira de Gás Natural Veicular (ABGNV) disse que isso não ocorreria em São Paulo – o que se mostrou verdade até o momento, uma vez que na semana anterior os postos paulistas também não aumentaram os preços.

Motivo

De acordo com a Abegás, o aumento no preço do GNV é um repasse de outro encarecimento: a Petrobras decidiu reajustar em 20% o valor do gás produzido no Brasil. A entidade explicou que a estatal tomou a atitude por conta da defasagem de preço do produto nacional em relação ao importado da Bolívia: desde 2005, o metro cúbico estava com o preço congelado.

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Além do GNV, outras vertentes de utilização do gás sofreriam uma alta de valor: o residencial, na casa dos 3%; o comercial, de 3,5% e o industrial, de 12,5%.

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