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SÃO PAULO – Depois de quatro sessões consecutivas sem ganhos e do menor patamar em mais de quatro anos na sessão anterior, o dólar comercial encerrou em alta nesta terça-feira, de novo operando na casa dos R$ 2,26.
O baixo patamar da moeda norte-americana motiva a compra por parte de alguns agentes, elevando a pressão de compra e realizando um movimento de ajuste das cotações. A tendência do dólar, no entanto, ainda é de queda, na opinião da maior parte dos analistas.
IPC-Fipe acelera na terceira prévia de setembro
A aceleração do IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe também favoreceu a valorização da moeda norte-americana nesta terça-feira. O indicador, referente à terceira quadrissemana de setembro, apurou inflação de 0,26%. Na última medição a valorização nos preços havia sido de 0,03%.
No cenário externo, o dólar avançou diante das principais moedas, após o presidente do Federal Reserve Bank de Kansas City, Thomas Hoenig, ter sinalizado que Fomc estaria preparado para realizar novos aumentos no juro básico do país.
Dólar fecha em alta
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2580 na compra e R$ 2,2590
na venda, alta de 0,40% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5470, representando um ágio de 12,80%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 4,20% em setembro, frente
à baixa de 1,65% registrada no mês passado.
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No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 14,85%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em outubro
encerrou o dia cotado a R$ 2.263,
alta de 0,27% em relação ao fechamento
de R$ 2.257
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da última segunda-feira. O contrato com vencimento em novembro, por sua vez, fechou em alta de 0,44%,
atingindo R$ 2.291 frente
à R$ 2.281 do fechamento de
ontem.
Curva de FRA de cupom cambial
O FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 2,65% para novembro de 2005, com queda de 0,63 ponto percentual em relação à cotação de ajuste da sessão anterior. Já o contrato referente a janeiro de 2006, encerrou a 3,35%, com queda de 0,30 ponto percentual em relação ao fechamento da sessão anterior.