Publicidade
SÃO PAULO – Cerca de três semanas após vir à tona o erro nos modelos de rating da agência de classificação de risco Moody’s que deram a nota máxima para papéis relacionados à dívida CPDO (Constant Proportion Debt Obligations), a Standard & Poor’s vem a público anunciar uma falha semelhante.
Porém, enquanto o erro levou a Moody’s a dar notas até quatro níveis acima da merecida, a S&P afirmou que consertou a falha nos modelos em outubro, sendo que não houve conseqüências errôneas para os ratings.
Em comunicado sobre o ocorrido, Vickie Tillman, vice-presidente executivo da instituição, explicou que a agência conduz “vigilância regular dos ratings e, em uma dessas vigilâncias de rotina, foi descoberto um erro” em uma versão de teste do modelo, tendo sido usada para estabelecer ratings iniciais e monitoração.
Erros antigos
De acordo com a agência, os erros em seus modelos foram feitos em março de 2007, tendo afetado cinco transações classificadas publicamente, que totalizam US$ 200 milhões, além de um acordo privado.
A falha consistia em uma percentagem errada usada no cálculo do fluxo de caixa. Segundo comunicado da empresa, as seis operações afetadas tiveram o rating recalculado, dessa vez com a fórmula correta, o que não resultou em mudança da nota.
Novas regras
A S&P comunicou o erro à SEC (Securities and Exchange Commission) na última quinta-feira. Desde a falha da Moody’s, a comissão iniciou uma análise do trabalho das três principais agências de classificação de risco dos EUA, incluindo a Fitch Ratings, focando principalmente a metodologia de avaliação dos papéis.
Continua depois da publicidade
Outro aspecto que influencia o inquérito da SEC são as críticas que essas agências têm sofrido referentes à maneira como atuaram na crise do subprime, não deixando claras as políticas de classificação de produtos complexos.
Diante de mais uma falha, a comissão iniciou na última quarta-feira (11) uma discussão que visa estabelecer novas regras para as agências de classificação de risco de crédito.