Bolsas mundiais

Depois da euforia, a cautela: bolsas esperam por Parlamento grego e registram leve queda

"A necessidade de passar ainda mais difíceis medidas de austeridade pelo parlamento grego pode se tornar outro obstáculo e assim nós vemos os mercados fazendo água até que se veja a situação com alguma clareza", destaca Jonathan Sudaria, operador da Capital Spreads

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – As bolsas asiáticas operaram em baixa e o euro caiu nesta terça-feira após um alívio inicial trazido pelo novo acordo condicional de resgate à Grécia, dando lugar à cautela, enquanto investidores esperaram para ver se o parlamento grego aceitará as difíceis condições de austeridade previstas no acordo.

Às 7h20 (horário de Brasília), o índice MSCI que reúne ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão avançava 0,1 por cento. Depois de três sessões de fortes altas em meio às medidas tomadas pelas autoridades chinesas para conter a derrocada da bolsa, Xangai recuou 1,12%. Já na Europa, o dia é de leves baixas, com desvalorizações entre 0,2% e 0,4% das principais bolsas do continente. 

“O mercados tiveram uma forte recuperação na segunda-feira devido às notícias de que um acordo condicional estava sobre a mesa”, disse em nota Jonathan Sudaria, operador da Capital Spreads. “De qualquer maneira, a necessidade de passar ainda mais difíceis medidas de austeridade pelo parlamento grego pode se tornar outro obstáculo e assim nós vemos os mercados fazendo água até que se veja a situação com alguma clareza”, disse.

Aprenda a investir na bolsa

Na Europa, destaque ainda para a produção industrial da zona do euro, que caiu em maio, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, contra expectativas de leve crescimento, sugerindo que a recuperação econômica da região estagnou no segundo trimestre, depois de um começo de ano bem sólido.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, disse que a produção industrial nos 19 países que usam o euro caiu 0,4 por cento em comparação com o mês anterior, e com ganho de 1,6 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o terceiro mês seguido de estagnação ou retração.

Economistas consultados pela Reuters esperavam em média um aumento mensal de 0,2 por cento e um aumento anual de 1,6 por cento. A queda mensal foi mais acentuada para o setor de produção de energia, com o consumo de bens não-duráveis também em queda.

Queda do petróleo
O Irã e as potências mundiais conseguiram fechar, hoje em Viena, um acordo sobre o programa nuclear iraniano, segundo informaram diplomatas citados pela agência russa TASS e pela francesa AFP. “Chegaram a um compromisso em todos os aspectos. Dentro de muito pouco [tempo] as partes vão anunciar os resultados”, especificou um diplomata europeu, citado pela agência russa.

Com isso, o dia é de queda para o petróleo. Às 7h37 (horário de Brasília), o barril do brent tinha queda de 1,80%, a US$ 56,81 o barril, enquanto o WTI registrava baixa de 2,03%, a US$ 51,14. O acordo gera especulações de que o Irã aumentará embarques de petróleo bruto em um mercado que já tem excesso de oferta.

(Com Reuters)

PUBLICIDADE