Dentro do cenário atual, 32% dos leitores acreditam que o melhor é investir em ações

Crença de que o mercado "está barato" leva investidores à bolsa; renda fixa aparece logo atrás com 25% dos votos dos leitores

Paula Barra

Publicidade

SÃO PAULO – O desempenho negativo da bolsa brasileira em 2011 pode ser um sinal para os investidores alavancarem as aplicações no mercado acionário, como aponta a enquete feita pelo Portal InfoMoney. Com a questão “dentro do contexto atual do mercado, a melhor alocação de carteira seria:”, os leitores elegeram com 32% dos votos os investimentos em ações como melhor alocação, acreditando que os papéis estão negociados na BM&F Bovespa estão baratos.

Em segundo lugar, 24,8% dos leitores escolheram investir em renda fixa para aproveitar os juros altos, totalizando 543 votos. Em sequência, os leitores optaram por equilibrar as aplicações entre renda fixa e o mercado de ações, registrando 24,5% dos votos. No total, foram contabilizados 2.188 votos, conforme a tabela a seguir:

Dentro do contexto atual do mercado, a melhor alocação de carteira seria:

Resposta % Votos

Maioria no mercado de ações, que está barato

32,5% 711
Maioria em renda fixa, aproveitando os juros altos 24,8% 543
Equilíbrio entre renda fixa e ações 24,5% 536
Carteira equilibrada entre renda fixa e imóveis 8,5% 185
Renda fixa e fundos cambiais, pois o dólar deve subir 4,3% 93
Outra Composição 3,2% 70
Fundos multimercados, considerando os riscos atuais 2,3% 50
Fonte: Enquete InfoMoney realizada com 2.188 usuários;
O resultado não tem valor de amostragem científica 

Bolsa está barata?
Após terminar 2010 praticamente no “zero a zero”, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, acumula perdas de 18,65% em 2011 – até o fechamento da última terça-feira (20) -, digerindo a fraca recuperação das principais economias do mundo, bem como os temores inflacionários da economia brasileira.

Contudo, por conta dessa recente desvalorização, investidores acreditam que as ações brasileiras encontram-se em patamares atrativos. A forte sequência de queda dos principais índices das bolsas mundiais parece ser uma receita para a definição de um ponto de entrada no mercado de ações, alimentando a expectativa de retornos ainda maiores no longo prazo.

Entretanto, vale ressaltar, que esta situação é um reflexo da desaceleração econômica mundial, alimentada pelo temor da Grécia declarar um default e da possibilidade dos Estados Unidos entrar em uma nova recessão. Ou seja: embora o retorno no longo prazo possa ser muito compensador, é preciso ter em mente que o momento atual é de cautela nos mercados, com a aversão ao risco prevalecendo nas principais bolsas do mundo.