Demora no pacote contra crise preocupa e faz dólar voltar a operar com forte alta

Sinais de retrocesso nas negociações tingem bolsas de vermelho, e dividem atenção com resultado do PIB norte-americano

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SÃO PAULO – Diferente do registrado na sessão passada, o dólar comercial reflete o pessimismo no mercado financeiro e opera com forte alta em relação ao real, em manhã marcada pela perspectiva que o plano contra a crise poderá demorar um pouco mais para ser aprovado.

O otimismo trazido na véspera perdeu força no último dia de negócios da semana, com sinais de que as negociações sobre o pacote de US$ 700 bilhões arquitetado pelo secretário do Tesouro, Henry Paulson, regrediram. A informação tingiu de vermelho as bolsas asiáticas e pode penalizar a entrada de dólares por aqui.

A valorização da divisa norte-americana também é vista em relação ao euro, que há pouco registrava queda de 0,21%. Segundo o banco suíço UBS, a perspectiva de recessão na Europa e a ação dos Bancos Centrais e de Fundos Soberanos ampliam a demanda por Treasuries, oferecendo suporte à escalada da moeda.

Bancos em cena

O desconforto também é latente no plano corporativo, com a aquisição de mais um banco de investimentos norte-americano: o Washington Mutual. A operação foi auxiliada pelo FDIC (Federal Deposit Insurance Corp) – órgão que regula os bancos de varejo do país, que ofereceu um subsídio para evitar a bancarrota da instituição.

Além disso, a agenda diária também ganha foco, com dados sobre o PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. No segundo trimestre desse ano, a economia cresceu 2,8% por lá, percentual abaixo dos 3,4% projetados pelo mercado.

Confira as cotações

O dólar comercial está sendo cotado a R$ 1,8680 na compra e R$ 1,8700
na venda, forte alta de 2,69% em relação ao fechamento anterior.