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Demanda por papel moeda continua crescendo entre viajantes, diz CEO da BeeTech 

 "Cada vez mais pessoas que não tinham acesso a viagens internacionais estão indo pela primeira vez", afirma Fernando Pavani, CEO da BeeTech

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SÃO PAULO – Mesmo com diversas opções para fazer compras e efetuar pagamentos no exterior, como cartões pré-pagos e cartões de crédito, a demanda por papel moeda (dinheiro em espécie) continua sempre forte e aumentando, afirma Fernando Pavani, CEO da BeeTech. 

Pavani foi o entrevistado do programa “Câmbio” desta semana, apresentado pelo professor do curso dólar para investidores do InfoMoney, Gustavo Cunha. “Cada vez mais pessoas que não tinham acesso a viagens internacionais estão indo pela primeira vez. O aumento da inclusão financeira, o acesso ao crédito, e os pacotes de cursos de idiomas em outros países ajudam este movimento. E o primeiro contato destas pessoas com a moeda estrangeira é pelo papel moeda”, disse Pavani. 

Segundo ele, a demanda por papel moeda no Brasil gira em torno de R$ 600 a R$ 800 milhões todos os meses. “Esses números não apresentaram queda nos últimos anos. Exceto na última crise, encerrada em 2016. Mas já se estabilizou novamente”, afirmou. 

Ainda segundo o executivo, este tipo de público é muito engajado e demanda bastante informação. “Eles querem saber tudo. Como podem gastar, como trocar o dinheiro que sobrou na volta, etc”.  

Outro ponto que ele destaca como atrativo para o papel moeda é a tributação. “Você paga 1,1% de IOF quando compra dinheiro em espécie e 6,38% se fizer compras no exterior no cartão de crédito ou pré-pago”, destacou.