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SÃO PAULO – As perspectivas de exportação da China são pessimistas e a demanda pode ser mais fraca nos próximos meses do que foi até então este ano, afirmou o Ministério do Comércio nesta quarta-feira (19), ao revelar o mais longo período de declínio em investimento estrangeiro desde a crise financeira global.
Os comentários e a queda de 3,4% na base anual nas entradas de IED (Investimento Estrangeiro Direto), para US$ 75 bilhões nos primeiros oito meses do ano, somaram-se a uma série de dados econômicos fracos de agosto e deixaram os investidores apostando ainda mais que ações de política do governo serão necessárias para sustentar o crescimento.
“Ainda há incertezas sobre a recuperação econômica global no futuro e esperamos que a demanda externa nos próximos meses poderá ser mais fraca do que nos primeiros oito meses”, afirmou o porta-voz do Ministério Shen Danyang.
“Nossas perspectivas de exportação serão pessimistas para os próximos meses”, disse ele em entrevista.
Dados comerciais de agosto, publicados este mês, destacaram a possibilidade de mais gastos do governo central para diminuir os dados causados à economia doméstica pelo corte de produção, estoques e importação em meio à anêmica demanda global.
As importações caíram 2,6% no ano ante expectativas de aumento de 3,5%. As exportações subiram 2,7%, abaixo da previsão de alta de 3% da pesquisa da Reuters.
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Tais dados são notícias negativas num país onde as exportações geram 25% do PIB (Produto Interno Bruto), apoiam estimados 200 milhões de empregos e onde analistas já esperam que a economia tenha o ano mais fraco de expansão desde 1999.
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